
O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto para aplicação de medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo presente nas chamadas canetas emagrecedoras.
A iniciativa será realizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e atenderá inicialmente 250 pacientes com obesidade grave ou associada a comorbidades.
O tratamento será desenvolvido no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), considerado a maior rede de hospitais públicos 100% SUS da região Sul do país.
Segundo o Ministério da Saúde, o estudo terá duração de dois anos e pretende avaliar:
• percentual de perda de peso;
• melhora da qualidade de vida;
• resultados clínicos;
• condições pós-operatórias;
• custos do tratamento no SUS.
A pesquisa busca gerar dados nacionais para auxiliar futuras decisões sobre tratamentos para obesidade na rede pública.
Para participar do projeto, os pacientes precisam:
• já realizar acompanhamento médico no GHC;
• ter diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses;
• apresentar falha em tratamentos convencionais, como dieta e atividade física;
• ter capacidade de realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com auxílio de cuidador.
Durante a cerimônia de lançamento, um paciente recebeu a primeira aplicação da medicação.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Brasil está sendo pioneiro no uso desse tipo de tecnologia dentro do sistema público de saúde.
Apesar do início do projeto, o Ministério da Saúde reforçou que medicamentos à base de semaglutida e liraglutida ainda não foram incorporados oficialmente ao SUS.
Segundo a pasta, qualquer futura inclusão dependerá de análises técnicas, científicas e orçamentárias realizadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
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