
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) lançou oficialmente em Sete Lagoas o Grupo de Intervenção Estratégica (GIE), uma força-tarefa permanente criada para reforçar o combate à criminalidade na região.
A nova estratégia reúne Ministério Público, Polícias Militar, Civil e Penal, Poder Judiciário e órgãos estaduais com o objetivo de compartilhar informações de inteligência, definir alvos prioritários e agilizar ações contra criminosos de maior impacto na cidade.
Segundo o comandante da 19ª Região da Polícia Militar, coronel Helvécio Fraga, o foco principal será retirar de circulação criminosos reincidentes responsáveis pela maior parte dos delitos registrados no município.
De acordo com estudos das forças de segurança, um pequeno grupo de infratores seria responsável pela maioria das ocorrências criminais. O comandante destacou ainda a necessidade de atuação rápida das instituições para garantir prisões e impedir a continuidade das ações criminosas.
Durante o lançamento da força-tarefa, o coronel também afirmou que não há atuação de facções criminosas nacionais em Sete Lagoas, atribuindo os crimes principalmente a infratores locais.
O delegado regional da Polícia Civil, Alexandre Viana Corrêa, informou que cerca de 80% dos crimes registrados na cidade seriam cometidos pelos mesmos indivíduos. Segundo ele, a proximidade com Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana facilita a circulação da criminalidade entre os municípios.
O delegado também afirmou que os homicídios recentes registrados em Sete Lagoas possuem ligação direta com conflitos relacionados ao tráfico de drogas e que investigações já resultaram em prisões.
Na área do sistema prisional, o diretor da 19ª Região Integrada de Segurança Prisional, Edson Peixoto, explicou que detentos identificados como lideranças criminosas poderão ser transferidos para unidades de segurança máxima para evitar articulação de crimes dentro das penitenciárias.
Idealizado pelo promotor André Luiz Nolli Merrighi, o GIE funcionará como um fórum permanente de inteligência e planejamento entre as instituições de segurança pública.
Segundo o Ministério Público, o objetivo é fortalecer a integração entre os órgãos, acelerar investigações e tornar mais rápidas as respostas operacionais e judiciais no combate à criminalidade.
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