
Moradores de Sete Lagoas devem sentir os efeitos do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026 e durante o verão de 2027. O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera os padrões atmosféricos e influencia diretamente o clima em diversas regiões do planeta, incluindo Minas Gerais.
Na região central do estado, onde está localizada Sete Lagoas, a expectativa é de temperaturas acima da média, baixa umidade do ar, períodos mais prolongados de estiagem e chuvas irregulares, concentradas em temporais de curta duração.
Durante os meses de julho e agosto, a previsão é de dias mais quentes para o inverno, com madrugadas ainda frias, porém menos intensas do que o habitual. A umidade relativa do ar também deve atingir níveis baixos, aumentando o risco de queimadas e de problemas respiratórios.
Em setembro, as ondas de calor tendem a se intensificar, com possibilidade de temperaturas próximas dos 35°C em alguns dias. Além disso, o início da estação chuvosa poderá ocorrer de forma mais tardia, prolongando o período seco na região.
Entre outubro e dezembro, as chuvas devem retornar, mas de maneira irregular. Em vez de precipitações distribuídas ao longo de vários dias, o cenário esperado é de longos períodos sem chuva intercalados por temporais intensos, acompanhados de rajadas de vento, descargas elétricas, possibilidade de granizo e alagamentos pontuais.
Impactos para a população
Os reflexos do El Niño podem ser percebidos em diferentes áreas. Na saúde, o ar mais seco favorece o aumento de casos de alergias, problemas respiratórios, desidratação e sangramentos nasais, principalmente entre crianças e idosos.
Na agricultura, a estiagem prolongada e os chamados veranicos podem atrasar o plantio, elevar a necessidade de irrigação e comprometer a produtividade de algumas culturas.
Outro impacto esperado é o aumento do consumo de água e energia elétrica, consequência das temperaturas mais elevadas e do uso mais frequente de equipamentos de climatização.
Caso as chuvas demorem a se regularizar, também pode haver redução nos níveis de córregos, lagoas e reservatórios que abastecem a região.
Fenômeno exige atenção
Apesar de estar associado a períodos mais secos em Minas Gerais, o El Niño também favorece a ocorrência de tempestades mais intensas. Isso significa que, mesmo com menos dias de chuva, os episódios de precipitação podem ocorrer com grande volume de água em poucas horas, aumentando o risco de enxurradas, alagamentos e queda de árvores.
Especialistas destacam que o acompanhamento das previsões meteorológicas será fundamental nos próximos meses, já que a intensidade dos impactos pode variar conforme a evolução do fenômeno e a atuação de outros sistemas atmosféricos sobre o Sudeste brasileiro.
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