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Minas Gerais entra em alerta para aumento de doenças respiratórias, aponta Fiocruz

Estado está entre os cinco do país com tendência de crescimento dos casos de síndrome respiratória aguda grave; especialistas reforçam medidas de prevenção

16/07/2026 às 13h55
Por: Redação
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Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros em alerta para alto risco de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o levantamento, enquanto a maior parte do país apresenta tendência de queda nos casos da doença nas últimas semanas, Minas Gerais segue na contramão, registrando crescimento ao lado de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entre os principais fatores para o aumento está a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta principalmente crianças de até 2 anos e continua em níveis elevados nesses estados. O boletim também aponta crescimento dos casos provocados pela influenza A, mesmo após o período sazonal da doença em boa parte do país.

Além disso, os casos graves relacionados à influenza B seguem aumentando em Minas Gerais e em outros estados da região Centro-Sul, como Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o atendimento para adultos permanece em estado de alerta. Somente até o dia 13 de julho, foram registrados cerca de 29 mil atendimentos por doenças respiratórias no mês. Em 2026, as UPAs e os centros de saúde da capital já contabilizaram aproximadamente 356 mil atendimentos relacionados a essas enfermidades.

Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância da adoção de medidas preventivas, como manter a vacinação em dia, higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas quando apresentar sintomas gripais e utilizar máscara caso seja necessário sair de casa.

Maior impacto em crianças e idosos

O boletim também aponta que a incidência da SRAG permanece mais elevada entre crianças de até 2 anos, principalmente em razão do vírus sincicial respiratório. Já a maior taxa de mortalidade é registrada entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo a influenza A como principal causa.

No caso da influenza B, tanto a incidência quanto a mortalidade apresentam maior impacto entre crianças pequenas e idosos.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma infecção que compromete os pulmões, provoca dificuldade para respirar e pode evoluir para quadros de pneumonia, exigindo atendimento médico especializado.

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