
A assessoria do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) afirmou, nesta quarta-feira (29), que ele será candidato ao Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A manifestação contradiz o posicionamento divulgado pelas direções estadual e nacional do partido, que descartaram o lançamento do parlamentar na disputa pelo Palácio Tiradentes.
Mais cedo, o Republicanos havia informado que Cleitinho não seria o candidato da legenda. O partido alegou que aguardou durante meses uma decisão clara do senador, mas que a candidatura não foi formalmente assumida.
Em nota, a sigla também citou a ausência de Cleitinho na convenção estadual realizada no último sábado (25). Segundo o Republicanos, o episódio produziu consequências políticas e levou aliados a reorganizarem seus projetos para as eleições.
Após retirar Cleitinho dos planos para o Governo de Minas, o Republicanos anunciou apoio ao ex-secretário estadual de Governo Marcelo Aro (PP), que deve entrar na disputa pelo Executivo mineiro.
A possível candidatura de Cleitinho vinha sendo discutida havia meses. Mesmo aparecendo na liderança de levantamentos eleitorais, o senador ainda não havia confirmado publicamente, de maneira definitiva, que concorreria ao cargo.
A ausência na convenção partidária ampliou as dúvidas. Na ocasião, o presidente estadual do Republicanos, deputado federal Euclydes Pettersen, afirmou que o nome do senador ainda seria avaliado.
Posteriormente, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, confirmou que Cleitinho não seria o candidato do Republicanos e afirmou que o parlamentar havia perdido o momento político para construir as alianças necessárias.
Apesar da decisão anunciada pelo partido, a assessoria de Cleitinho afirmou que o projeto de candidatura ao Governo de Minas está mantido.
A manifestação cria um impasse, já que o senador precisaria da autorização e do registro pelo Republicanos para participar da eleição. A legislação determina que o candidato esteja filiado ao partido pelo qual pretende concorrer pelo menos seis meses antes do primeiro turno. Para as eleições de 2026, esse prazo terminou em 4 de abril.
Embora possa deixar a legenda sem perder o mandato de senador, Cleitinho não poderia se filiar agora a outra sigla para disputar o Governo de Minas neste ano. Dessa forma, uma eventual candidatura dependeria do próprio Republicanos.
Até a última atualização, a assessoria não havia informado se Cleitinho pretende permanecer no partido nem como pretende viabilizar a candidatura diante da decisão anunciada pelas executivas estadual e nacional.
Na terça-feira (28), depois da divulgação de uma pesquisa que apontou Cleitinho na liderança da disputa estadual, o senador publicou nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial.
As imagens recriavam digitalmente o pai e um irmão do parlamentar, ambos já falecidos, incentivando-o a seguir em frente e tomar uma decisão.
A indefinição também era acompanhada pelo PL, que aguardava o posicionamento de Cleitinho para organizar sua estratégia eleitoral e definir o palanque em Minas Gerais.
A divergência entre a assessoria do senador e o Republicanos deixa o cenário eleitoral mineiro ainda indefinido. Uma candidatura somente poderá avançar caso seja aprovada pelo partido durante o processo das convenções e registrada na Justiça Eleitoral.
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