
A prestação de contas da intervenção realizada pela Prefeitura de Sete Lagoas no sistema de transporte coletivo foi o principal tema da 27ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta terça-feira (4). A pedido dos vereadores, representantes do Executivo apresentaram um balanço das medidas adotadas durante a gestão emergencial do serviço, além dos resultados financeiros e operacionais da intervenção.
Como o secretário municipal responsável pela área, Waldeir Pimenta, permanece afastado por questões de saúde, a apresentação foi conduzida pela secretária interina de Mobilidade Urbana, Fernanda Mariele Fonseca Neves; pelo secretário adjunto de Administração e interventor do sistema, Charles Generoso Baracho; pela procuradora-geral do Município, Fabiana Abreu da Silva; e pela equipe técnica que acompanha o processo.
Para ampliar o tempo destinado ao debate, o presidente da Câmara, vereador Ivan Luiz (PDT), submeteu e obteve aprovação para inverter a pauta da sessão, permitindo que a prestação de contas fosse realizada antes das demais votações. Segundo ele, a complexidade do assunto exige uma análise aprofundada, motivo pelo qual uma reunião exclusiva sobre o tema deverá ser realizada posteriormente.
Durante a apresentação, o interventor Charles Generoso Baracho relembrou que a administração municipal assumiu integralmente a operação do transporte coletivo após a paralisação do serviço, registrada em 9 de junho. Antes disso, havia sido decretada uma intervenção parcial em 25 de maio, que se tornou total diante da interrupção das atividades da concessionária Turi.
De acordo com Baracho, a Prefeitura passou a administrar diretamente a empresa, realizando a abertura de contas bancárias, efetuando pagamentos e garantindo repasses financeiros à cooperativa Cooperseltta, que, segundo ele, enfrentava dificuldades para receber sua parte da arrecadação do sistema.
O relatório financeiro referente ao período entre 10 de junho e 20 de julho de 2026 apontou receita de R$ 5.346.024,18, além de um saldo inicial de R$ 125.931,41.
Entre as principais despesas estão:
Também foram informadas aplicações financeiras de R$ 1.984.872,66, resgates de R$ 1.949.632,76 e transferências que totalizaram R$ 7.004.534,38.
Segundo o interventor, durante os 40 dias de gestão direta, o Município regularizou o pagamento de salários e benefícios dos trabalhadores da Turi, efetuou os repasses à Cooperseltta e garantiu a continuidade da circulação dos ônibus.
Atualmente, a intervenção ocorre de forma parcial, concentrando-se na administração da bilhetagem eletrônica e da câmara de compensação financeira, etapa que integra o processo de municipalização da gestão do sistema.
Após a apresentação, os vereadores iniciaram a Ordem do Dia. No entanto, o vereador Rodrigo Braga (MDB) pediu vistas ao veto parcial do Executivo ao Projeto de Lei nº 1.048/2025, que trata da proibição da soltura de balões e bexigas em Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do município.
Com a concessão do pedido, a pauta ficou trancada regimentalmente, adiando a votação do veto para a próxima Reunião Ordinária da Câmara, prevista para a terça-feira (11).
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