
Uma viagem para encontrar o namorado terminou de forma trágica para Ramona Irene Cuevas Martinez, moradora de Presidente Prudente (SP). A idosa ficou desaparecida por cerca de 12 dias após viajar para Minas Gerais e foi encontrada morta e enterrada em uma área de mata na zona rural de Jaíba, no Norte do estado.
Ramona havia viajado para a região para encontrar um homem que morava em Manga, município também localizado no Norte de Minas, com quem mantinha um relacionamento. O desaparecimento mobilizou familiares e as forças de segurança.
Durante as buscas, parentes informaram à polícia sobre a possível ligação do homem com o desaparecimento. O último registro telefônico da vítima também teria indicado sua presença em Manga.
Durante as diligências, policiais receberam informações de um mototaxista que teria transportado Ramona até o bairro Novo Cruzeiro, onde ela estava hospedada.
A responsável pelo imóvel confirmou que conhecia a vítima e entregou aos policiais os pertences deixados por ela. Segundo as informações reunidas durante a investigação, Ramona havia solicitado transporte para ir até a residência do homem que pretendia encontrar.
A partir desses dados, os investigadores conseguiram avançar na identificação dos suspeitos e na localização do corpo.
Um dos principais pontos investigados é a movimentação financeira realizada em nome da vítima.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, cerca de R$ 34 mil teriam sido movimentados em apenas dois dias. Os valores teriam sido transferidos ou obtidos por meio de operações financeiras relacionadas à vítima antes da morte.
As investigações indicam que Ramona teria permanecido sob controle dos suspeitos durante esse período. Uma das linhas investigativas aponta que ela teria sido levada até Jaíba para realizar movimentações bancárias.
A possibilidade de que o dinheiro esteja relacionada à motivação do crime é investigada pelas autoridades.
As investigações resultaram na prisão de três homens suspeitos de envolvimento no caso.
Informações divulgadas após as prisões indicam que um dos investigados teria fornecido informações que ajudaram os policiais a localizar o ponto onde o corpo estava enterrado.
Inicialmente, os suspeitos foram relacionados à ocultação de cadáver. A Polícia Civil continua apurando a participação individual de cada um e as circunstâncias que levaram à morte da vítima.
Com as informações obtidas durante as diligências, os policiais chegaram a uma área de mata na zona rural de Jaíba.
No local, foi encontrada uma cova contendo o corpo de Ramona. A perícia da Polícia Civil foi acionada e realizou os procedimentos necessários antes do encaminhamento do corpo para exames médico-legais.
Informações divulgadas pelas autoridades e por veículos que acompanham o caso apontam ainda para a existência de indícios de que o corpo tenha sido incendiado antes de ser enterrado.
Um dos homens investigados apresentou uma versão envolvendo uma suposta negociação de terreno e movimentações financeiras com Ramona.
No entanto, outros elementos encontrados durante as diligências levaram os investigadores a aprofundar a apuração e efetuar as prisões.
As diferentes versões apresentadas pelos envolvidos, juntamente com depoimentos, informações financeiras e provas periciais, deverão ser analisadas no decorrer do inquérito.
A Polícia Civil de Minas Gerais continua investigando o assassinato. Entre os elementos analisados estão laudos periciais, movimentações financeiras, depoimentos e demais informações reunidas durante as diligências.
A investigação busca esclarecer a motivação do crime, a dinâmica da morte e a participação de cada um dos três suspeitos.
O caso teve repercussão em Minas Gerais e em Presidente Prudente, cidade onde Ramona morava. Novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço das investigações.
Mín. 17° Máx. 23°
