
A ausência de um morador chamou a atenção de vizinhos e terminou com a descoberta de uma morte na tarde desta quarta-feira (28), em Sete Lagoas. Geraldo Luiz Vieira, de 80 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa, na Rua Itamaracá, no bairro São Francisco. A Polícia Militar foi acionada por volta das 17h54.
Segundo o relato feito aos militares, o idoso não era visto havia alguns dias. Um vizinho percebeu ainda que a porta da residência permanecia aberta há cerca de três dias e que as luzes do imóvel continuavam apagadas. A situação chamou atenção porque não correspondia à rotina habitual de Geraldo.
O vizinho permitiu que os policiais utilizassem sua residência para tentar verificar o imóvel ao lado. Do alto do muro, integrantes do Comando Tático conseguiram visualizar uma pessoa sobre uma cama, de bruços. A equipe também percebeu um forte cheiro de decomposição vindo da casa.
Para entrar no imóvel, os militares utilizaram um alicate e conseguiram abrir o portão. No interior da residência, encontraram Geraldo já sem vida.
Moradores próximos disseram aos policiais que Geraldo mantinha uma rotina mais reservada e tinha pouco contato social. Conforme os relatos, ele teria sido visto pela última vez no domingo (25), no fim da tarde.
Os moradores também mencionaram que o idoso supostamente apresentava problemas de saúde, incluindo complicações cardíacas e diabetes. Essas informações, no entanto, não foram confirmadas com precisão.
A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada e realizou os procedimentos no local. Na análise preliminar, os peritos não encontraram sinais aparentes que indicassem a ocorrência de uma ação criminosa.
Durante a ocorrência, os policiais encontraram na porta da residência um recado com informações para contato, em caso de emergência, com uma sobrinha de Geraldo, que mora em Belo Horizonte.
A mulher foi comunicada sobre a morte do tio e, posteriormente, informou o filho do idoso.
Após os trabalhos periciais, o corpo foi retirado do imóvel e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Sete Lagoas por uma funerária da cidade.
Como os familiares moram em outras localidades e não tinham condições de chegar imediatamente a Sete Lagoas, o vizinho ficou responsável, de forma provisória, pelas chaves e pelos cuidados com a residência até a chegada da família.
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