
Durante grande parte do ano de 2017, a Prefeitura de Sete Lagoas concentrou seus esforços para garantir melhorias no atendimento da Rede de Urgência e Emergência. A reabertura do PA Belo Vale para funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, a requalificação da UPA Dr. Juvenal Paiva, e melhorias no Hospital Municipal foram algumas das ações desenvolvidas, e já refletem no atendimento ao usuário.
Para 2018, o desafio da gestão é trabalhar para garantir o acolhimento e ofertar um atendimento diferenciado nas Unidades Básicas de Saúde, que englobam os Centros de Saúde e as Estratégias de Saúde da Família (ESFs). “Essa foi uma orientação do próprio Prefeito Leone Maciel, que quer que os usuários do Sistema Único de Saúde em Sete Lagoas recebam o melhor tratamento disponível, com acolhimento e qualidade”, afirma a secretária de Saúde Vanessa Lopes Ferreira. Para isso, a Secretaria de Saúde desenvolveu um Projeto de Fortalecimento da Atenção Primária, que foi apresentado aos servidores no fim de 2017 e, agora, começa a ser implantado nas unidades.
A primeira ação deste ano foi uma série de oficinas que reuniu, na Casa da Cultura, os trabalhadores dos Centros de Saúde e ESFs de Sete Lagoas. Durante os encontros, além de conhecerem melhor o Projeto de Fortalecimento da Atenção Primária, eles puderam expor as demandas e propor soluções para os problemas de suas respectivas unidades. “Foram encontros altamente produtivos. Entendemos que não seria possível chegar com uma proposta pronta e engessada para ser implantada nas unidades de forma unilateral. A participação do servidor foi fundamental porque vai permitir que esse projeto, por mais que já tenha uma diretriz, seja construído a quatro mãos: as mãos da gestão e as mãos dos trabalhadores”, explica a subsecretária de Saúde Lara Jamille.
O Projeto prevê a revisão e a implantação de protocolos para padronização do fluxo de atendimento nas 55 unidades da Atenção Primária em Sete Lagoas. Para isso, as unidades serão coordenadas por profissionais que são referências técnicas e vão se dividir entre os Centros de Saúde e ESFs de cada região da cidade, para que seja possível acompanhar mais de perto as demandas e especificidades de cada unidade. “A figura da referência técnica é fundamental para que a gestão possa se fazer presente em cada uma das 55 unidades. Isso, sem dúvida, vai possibilitar que tenhamos um controle maior sobre os fluxos de trabalho e para que as deficiências possam ser sanadas em loco”, explica o coordenador da Atenção Primária, o enfermeiro Gabriel Salum.
Outro ponto contemplado pelo Projeto de Fortalecimento é a estrutura física das Unidades. “Estamos visitando cada Centro de Saúde, cada ESF, para realizar um diagnóstico da situação atual e, a partir desse estudo, propor melhorias na ambiência das unidades. Acreditamos que isso vai nos possibilitar eliminar a poluição visual, padronizar a sinalização e transformar as unidades em ambientes mais acolhedores para os usuários e mais agradáveis também para os trabalhadores”, conta Gabriel.

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