
Se você não sabe muito bem em que método contraceptivo apostar e não quer investir nas pílulas, vale considerar o DIU (dispositivo intrauterino). Reunimos as principais informações sobre o método para facilitar sua escolha.
O que é o DIU?
O dispositivo intrauterino (DIU) é um objeto de plástico flexível em formato de "T" que ao ser inserido no útero atua como contraceptivo. Existem dois tipos: de cobre ou de liberação hormonal.
DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) DE COBRE
Causa uma inflamação no endométrio, tecido que reveste internamente o útero, e deixa o muco cervical com grande concentração de cobre, criando uma substância tóxica ao espermatozoide, o que impede que ele fecunde o óvulo. Em caso de deslocamento, não haverá ação hormonal para completar a proteção. Deve ser introduzido dentro do útero sem analgesia por um ginecologista/obstetra e tem duração média de dez anos. É necessário fazer o controle anual por meio de um ultrassom.
DISPOSITIVO INTRAUTERINO (DIU) DE LIBERAÇÃO HORMONAL
Inserido no útero, libera de forma periódica um tipo de progesterona sintética, o levonorgestrel, que torna o muco cervical mais espesso, dificulta a passagem dos espermatozoides e, consequentemente, impede a fecundação. Tem duração média de cinco anos e é introduzido sem analgesia por um ginecologista/obstetra. Anualmente, um ultrassom transvaginal deve ser feito para controle.
QUEM PODE USAR?
Mulheres maiores de 14 anos.
HÁ CONTRAINDICAÇÕES?
O DIU é contraindicado para mulheres menores de 14 anos, com má-formação no útero, com sangramentos anômalos e com infecção pélvica aguda – nesse caso, devem se tratar antes do usar o método.
A inserção do DIU pode ser em qualquer dia do ciclo menstrual, desde que excluída gravidez, no pós-parto ou pós-abortamento. No pós-parto deve ser imediata, ou seja, até 10 minutos após a saída da placenta, o que provoca menos chance de expulsão. Porém, também poderá ser inserido até 48 horas após o parto. Após esse período, a mulher deverá esperar 40 dias para inserir o DIU. Na cesariana, o DIU deve ser inserido durante a cirurgia. Em caso de aborto espontâneo ou induzido, o DIU de cobre deve ser colocado imediatamente após o procedimento de curetagem ou aspiração manual intrauterina, desde que não haja quadro infeccioso. As usuárias de DIU que desejam substituí-lo, podem efetuar a remoção do antigo e inserção do novo no mesmo momento e em qualquer dia do ciclo menstrual. Se a opção for pelo DIU hormonal e a mulher estiver amamentando, o ideal é que ela espere seis semanas após o nascimento do bebê para inserir.
QUANTO CUSTA?
Enquanto o DIU de cobre, disponível gratuitamente pelo SUS, custa em média, R$ 120, o DIU hormonal, já fornecido pelos convênios médicos, sai, em média, R$ 800, excluindo o custo de colocação.
QUAL É O RISCO DE FALHA?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o DIU de liberação hormonal expõe a mulher a 0,2% de chance de gravidez, enquanto o DIU de cobre tem 0,7% de chance. O DIU de cobre é muito eficaz para evitar a gravidez e tem aproximadamente 99,3% de eficácia. Para efeito de comparação, a laqueadura é, em média, 99,6% eficaz e a pílula anticoncepcional, na prática, pode falhar em até 6% das vezes, devido a esquecimentos, uso inadequado ou interação com outros medicamentos.
QUAIS SÃO AS VANTAGENS?
DIU DE COBRE
- É um método reversível, podendo ser retirado a qualquer momento se a mulher desejar ou se apresentar algum problema;
- Tem longa duração: em média 10 anos;
- É prático por ser colocado em uma única intervenção;
- É mais eficaz que a pílula anticoncepcional;
- Mais barato que o DIU de liberação hormonal;
- Não tem hormônios e, por isso, não oferece riscos de trombose;
- Não tem efeitos colaterais como alterações de humor, peso ou diminuição da libido;
- Não interfere no contato íntimo e nem na amamentação;
- Normalmente não altera a frequência das menstruações;
- A fertilidade retorna logo após a remoção;
DIU DE LIBERAÇÃO HORMONAL
- Método reversível, podendo ser retirado a qualquer momento, se a mulher desejar ou se apresentar algum problema
- Fluxo menstrual reduzido;
- Provoca menos cólicas;
- Controla sintomas de endometriose;
- Menor índice de falhas.
E AS DESVANTAGENS?
DIU DE COBRE
- Pode provocar um fluxo menstrual mais intenso e o aumento das cólicas menstruais no primeiro trimestre após a inserção;
- Dores ou contrações uterinas, mais frequentes nas mulheres que nunca tiveram filhos;
- Risco de infecção do útero;
- Maior risco de gravidez ectópica;
- Se houver uma infecção por transmissão sexual, há maior probabilidade de evoluir para doença inflamatória pélvica;
DIU DE LIBERAÇÃO HORMONAL
- Tem hormônio e pode levar a um aumento de peso;
- Nos primeiros meses, pode desregular o ciclo menstrual;
- Tem que trocar em até 5 anos;
- Mais caro do que o DIU de cobre;
- A fertilidade retorna de um a três meses após a retirada;
ORIENTAÇÕES
Nas Unidades Básicas de Saúde, as mulheres podem receber informações sobre os métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS, inclusive o DIU de cobre. O Ministério da Saúde também tem publicações disponíveis online como o Caderno de Atenção Básica nº 26 que trata da saúde sexual, saúde reprodutiva e dos métodos contraceptivos.
Fontes: Ministério da Saúde e Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

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