
Minas Gerais registra, em média, três óbitos por febre amarela a cada dois dias, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (27) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Segundo o relatório, já são 413 casos da doença confirmados no Estado desde o fim do ano passado e 145 mortes, oito óbitos registrados a mais desde o último balanço, emitido na semana passada. Por dia, são 4,3 novos casos da enfermidade.
Segundo a secretaria, entre o início do monitoramento, em julho de 2017, e dezembro último, não foram registradas mortes. De lá para cá, no entanto, a cada balanço divulgado, houve aumento de casos confirmados. Do total, 359 (86,9%) se referem a pacientes do sexo masculino, e 54 (13,1%) são mulheres. A letalidade por febre amarela em Minas é de aproximadamente 35,1%.
De acordo com o boletim, os óbitos estão concentrados em 68 cidades – Antônio Carlos e Congonhas, na região Central, Sapucaí- Mirim e Coqueiral, no Sul do Estado, entraram na lista. A região metropolitana de Belo Horizonte e a Zona da Mata seguem concentrando o maior número de casos da doença.
Juiz de Fora é o município mineiro que possui mais moradores infectados. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, são 36 pessoas confirmadas com a doença na cidade, e ocorreram nove óbitos. Em seguida, vêm Mariana, na região Central, com 34 casos e sete óbitos, e Nova Lima, na região metropolitana, com 31 casos confirmados e oito mortes.
Vacinação. Ainda segundo o balanço, dos 607 casos em investigação no Estado, 11 referem-se a pacientes que têm o histórico de vacinação prévia. A pasta ressalta que a vacina é considerada altamente eficaz e segura na prevenção da transmissão do vírus. O medicamento tem eficácia de 95% a 98%. Além dele, recomenda-se a utilização de repelentes como medida adicional de proteção.
Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas está em torno de 91,53% – a meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95% da população.
A estimativa da Secretaria de Saúde é a de que 1,6 milhão de pessoas não tenham sido vacinadas, especialmente na faixa de 15 a 59 anos, que, inclusive, foi a mais acometida pela epidemia na forma silvestre ocorrida em 2017.
Entre os 853 municípios do Estado, 22,16% deles não alcançaram 80% de cobertura vacinal, de acordo com o balanço.
No período de monitoramento anterior, entre julho de 2016 e junho de 2017, Minas registrou 475 casos da doença e 162 óbitos. Apesar de até o momento o Estado ter registrado 413 casos, a tendência é que o número de infectados diminua, uma vez que a cobertura vacinal tende a aumentar, segundo a médica infectologista Marise Fonseca.
“Temos observado mais casos do que no ano passado porque a cobertura vacinal não foi alcançada ainda, mas alguns parques já estão sendo reabertos, não houve mais morte de primatas. Então, quanto maior a cobertura vacinal, menor a expectativa de casos”, ressalta. Ela acrescenta: “Alguns são contra a vacina como se fosse isso uma escolha individual, mas, ao recusar, a pessoa coloca uma comunidade inteira em risco”.
Nova Lima. Onze parques públicos foram reabertos em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, na segunda-feira (26). Eles estavam fechados preventivamente desde janeiro devido ao surto de febre amarela na cidade, mas, agora, a prefeitura diz que é baixo o risco de transmissão da doença.
Belo Horizonte. Na capital mineira, o Parque das Mangabeiras, o parque da Serra do Curral, o parque Aggeo Pio Sobrinho, o parque Roberto Burle Marx e o Mirante do Mangabeiras ainda estão fechados para visitação devido aos trabalhos de combate e prevenção à doença.
Por Letícia Fontes - OTempo

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