
A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou que, sem foro privilegiado, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) responda a uma acusação por doações ilícitas de campanha na primeira instância.
No entanto, ao contrário do que havia pedido o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), o processo contra o tucano ficará na Justiça Eleitoral e não sob responsabilidade da força-tarefa da Operação Lava Jato no estado. Respondendo por crimes eleitorais, o ex-governador estará sujeito a penas mais brandas e ficará mais distante de condenações penais.
De acordo com delação premiada de ex-executivos das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa, Geraldo Alckmin recebeu valores não declarados das empresas através de seu cunhado, Adhemar Ribeiro, também investigado. Na Justiça Federal, uma eventual denúncia e condenação por corrupção passiva representaria uma pena de dois a doze anos de reclusão. Na Justiça Eleitoral, um indiciamento por caixa dois pode render uma punição que começa em um e pode chegar a, no máximo, cinco anos de prisão.
Na segunda-feira, nove procuradores da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo enviaram um ofício ao vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, relembrando que Alckmin renunciou ao governo paulista na sexta-feira e, portanto, não tinha mais foro privilegiado. Citaram o “andamento avançado” das investigações e concluíram solicitando “com urgência” que os processos fossem para a primeira instância federal.
Maia concordou com parte do pedido: de fato, fora do cargo (que deixou para disputar a Presidência da República pelo PSDB), Alckmin não tem mais direito a ser julgado pelo STJ. No entanto, considerou que o foro adequado era a Justiça Eleitoral e foi atendido pela ministra Nancy Andrighi.
Mais cedo, o ex-governador divulgou uma nota oficial através da sua conta no Twitter. Ele criticou o “açodamento” do MPF-SP e disse esperar “que a apuração dos fatos continue a ser feita de forma isenta e equilibrada”, rejeitando a ideia de que houve “blindagem” durante o período de processo no STJ.

BELO HORIZONTE Republicanos confirma que Cleitinho não disputará o Governo de Minas em 2026
BELO HORIZONTE Mais de 49 mil urnas eletrônicas começam a ser distribuídas para cidades de Minas Gerais
BELO HORIZONTE Impasse sobre candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas continua após reunião com direção do Republicanos
BELO HORIZONTE PT confirma Patrus Ananias como candidato ao Governo de Minas e Marília Campos ao Senado
CORDISBURGO Câmara de Cordisburgo aprova LDO 2027 e 56 medalhas a estudantes em reunião extraordinária
BELO HORIZONTE Quaest divulga primeira pesquisa presidencial em 10 estados para as eleições de 2026
SETE LAGOAS Lula sanciona lei que cria o “Pix Pensão” para pagamento automático de pensão alimentícia
ELEIÇÕES 2026 Eleitor sem biometria poderá votar nas Eleições 2026; entenda as regras
BELO HORIZONTE Nova pesquisa mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro e liderando todos os cenários de segundo turno Mín. 14° Máx. 26°

