
O clima frio e seco do outono e do inverno tem grande potencial para desencadear crises respiratórias, exigindo atenção maior de quem sofre de asma. O Ministério da Saúde estima que 7 milhões de brasileiros sejam acometidos pela doença. Cuidado ainda maior requerem as crianças.
Elas sofrem mais porque as vias respiratórias ainda estão em desenvolvimento. Além disso, crianças prematuras ou que têm pais fumantes são mais expostas aos riscos”, explica o pneumologista Guilherme Cardoso Parreiras, do Hospital Vera Cruz, de Belo Horizonte.
De acordo com o médico, que atua na área há oito anos, uma boa dica é a vacinação contra a gripe. A campanha está em andamento nos postos de saúde.
Sinais
Caracterizada pela inflamação dos brônquios, responsáveis por levar oxigênio aos pulmões, a asma pode fazer com que a respiração fique difícil e desconfortável. Além disso, tosse seca, e o famoso chiado, são sintomas da doença.
Em casos graves o paciente pode ter alterações permanentes no funcionamento dos pulmões ou precisar de aparelho para respirar. De acordo com os médicos, é preciso estar atento a crianças que ficam cansadas mesmo sem fazer esforço, porque isso pode representar um caso mais grave.
Ainda segundo os especialistas, a tendência é que com a idade, e a maturidade imunológica, a doença comece a sumir.
Mas para os adultos, a atenção aos sintomas deve ser a mesma, para evitar complicações. Cansaço e tosse excessivos, principalmente após exercícios físicos, requerem atenção. O tabagismo também deve ser evitado.
Prevenção
Algumas mudanças e cuidados podem ser essenciais para a prevenção da asma. Os ambientes onde a pessoa fica devem estar sempre limpos e livres de mofo. Objetos que possam acumular poeira devem ser retirados. Utilizar umidificadores de ambiente também pode ajudar.
Além da prevenção, quando diagnosticada a doença, seguir o tratamento é muito importante. Se as crises são eventuais e de intensidade leve, normalmente trata-se somente os sintomas com o uso de broncodilatadores, que facilitam a entrada de ar.
Nos casos frequentes e de sintomas persistentes, a indicação é iniciar um cuidado preventivo com anti-inflamatório inalatório, a conhecida “bombinha”. A terapia deve ser contínua, e dura de três a seis meses.
“É importante ressaltar que o tratamento é eficaz e não deve ser interrompido sem indicação médica. O uso do medicamento não causa nenhuma dependência”, afirma o pneumologista e professor Associado do Departamento de Clínica Médica – Área de Pneumologia da UFMG, Ricardo de Amorim Corrêa.

Por Mariana Durães - hojeemdia

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