
O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, interrompeu nesta terça-feira, 4, uma repórter que lhe perguntou sobre a “mobilização” diante da destruição do Museu Nacional num incêndio no último domingo, 2. “E daí? Já tá feito, já pegou fogo, quer que eu faça o quê? O meu nome é Messias, mas eu não tenho como fazer milagre”, respondeu.
Único candidato que não usou suas redes sociais para lamentar a perda de um dos mais importantes patrimônios históricos do mundo, Bolsonaro reclamou de “indicações políticas” no setor. A uma pergunta sobre sua proposta para outros patrimônios, ele respondeu: “Não aceitar indicações políticas para todas as funções”. “Você não tem dinheiro, paciência.”
Um incêndio de grandes proporções destruiu o acervo do Museu Nacional, na zona norte do Rio, na noite do. Especializado em história natural e mais antigo centro de ciência do País, o Museu Nacional completou 200 anos em junho em meio a uma situação de abandono. Não houve feridos.
O Museu Nacional, fundado por d. João VI, chegou ao bicentenário com goteiras, infiltrações, salas vazias e problemas nas instalações elétricas. Várias salas estavam fechadas por total incapacidade de funcionar. O espaço que abrigava uma das maiores atrações, a montagem da primeira réplica de um dinossauro de grande porte no País, fechou por causa de uma infestação de cupim.
Por Estadão Conteúdo / OTempo

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