
Preso na última sexta-feira (16), após assumir que estuprava a neta há aproximadamente quatro anos, o detento Geraldo Vieira Gomes, de 55 anos, foi morto na madrugada deste domingo (18) no presídio Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
De acordo com a Polícia Militar, o homem estava em uma cela com mais 11 presos. Durante a madrugada de domingo, agentes penitenciários foram acionados por companheiros de cela de Gomes, que teriam afirmado que o homem estava se sentindo mal.
A vítima foi socorrida pelos agentes e encaminhada a Unidade de Pronto Atendimento Pampulha, em Uberlândia, mas chegou sem vida ao local.
A médica que prestou o atendimento afirmou aos agentes que o detento sofreu violência antes de morrer e tinha escoriações por todo o corpo, além de trauma perto dos olhos. A perícia foi acionada, mas, ainda de acordo com a PM, não compareceu ao local.
Histórico de estupro
Geraldo Vieira Gomes tinha a guarda da neta, uma adolescente de 13 anos, desde quando a menina tinha cinco anos de idade. A justiça concedeu os cuidados e criação da criança ao homem pelo histórico de drogas da mãe da menina.
Segundo relato da vítim à PM, nos primeiros anos em que convivia com o avô, período em que o homem trabalhava como caseiro em uma granja na zona rural de Uberlândia, a relação dos dois era normal.
Quando o parente perdeu o emprego há quatro anos e se mudou com ela para Uberlândia, ele teria começado a exigir que dormissem na mesma cama que ele e que tocasse os órgãos genitais dele.
Os abusos, ainda segundo relato da adolescente à polícia, foram piorando com o tempo e o avô passou a estuprá-la. No último dia 15, ela reagiu à tentativa do avô e fugiu para a casa de uma amiga. Lá, a adolescente revelou à mãe da colega a violência sofrida durante o convívio com o familiar.
A mulher acionou a polícia, que compareceu à casa da menor. O suspeito confessou os estupros aos policiais sem demonstrar reação. A adolescente foi entregue ao Conselho Tutelar.
Código paralelo
Um militar que atendeu a ocorrência, mas preferiu não ser identificado, informou que é possível que o homem tenham sido morto por companheiros de cela.
"Sabemos que certos tipos de crime não são tolerados mesmo por outros presos que também cometeram transgressões. Há uma certa lei entre eles, onde estupro, por exemplo, não é aceito", afirmou o policial. A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) e aguarda retorno.
Por Michelyne Kubitschek - OTempo

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