
A primeira droga especificamente desenhada para a prevenção de enxaqueca foi aprovada na segunda-feira pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O tratamento deve chegar ao mercado entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo, de acordo com a Novartis, fabricante do remédio.
O tratamento consiste em uma injeção mensal do medicamento erenumabe, que bloqueia uma proteína, a CGRP, que é relacionada às crises de enxaqueca. Não se trata de uma cura para o problema, mas estudos mostram que em metade dos pacientes que recebem a droga há uma redução de 50% nos dias de cefaleia.
Após a aprovação da Anvisa, a droga agora espera uma definição de limite de preço por parte da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O preço ainda não foi definido, mas deve ser alto. Nos EUA, onde medicamento foi aprovado em maio passado, ele tem um custo anual de cerca de US$ 6.900 (mais de R$ 26 mil).
Nos EUA, a droga da Novartis leva o nome de Aimovig e foi aprovada pela FDA, agência que regulamenta alimentos e remédios no país. No Brasil, o medicamento recebeu o nome de Pasurta.
Segundo Luis Boechat, diretor médico da Novartis Brasil, 175 mil pacientes já fazem uso da droga. Algumas estimativas apontam que ela é a terceira doença mais comum no mundo, além de ser listada no ranking das dez principais causas de incapacidade.
Segundo Thais Villa, chefe do setor de cefaleia da Unifesp, após a definição de preço será possível ter um detalhamento melhor da indicação. “Só aí poderemos ver o custo-benefício para ser indicado”, explicou. A Novartis diz que o medicamento pode ser usada por quem tenha quatro ou mais dias de cefaleia por mês.
Estimativas
A enxaqueca afeta uma em cada sete pessoas no mundo, o que representa cerca 30 milhões de pessoas no Brasil. A doença têm três vezes mais incidência entre as mulheres do que entre os homens. Está associada à dor forte, redução da qualidade de vida e custo financeiro para a sociedade.
OTempo

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