
Sete Lagoas está em estado de alerta em relação à Dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Somente neste ano, entre janeiro e março, quase 1300 casos já foram notificados junto à Secretaria Municipal de Saúde. Entre eles, 1263 suspeitas de Dengue, das quais 209 foram confirmadas por meio de exames laboratoriais; 4 casos de Chikungunya, que ainda aguardam confirmação, e 11 suspeitas de Zika, entre os quais, 4 em gestantes.
Os números de 2019 ultrapassam mais de 4 vezes as notificações do mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março, foram registradas 321 notificações. Ao longo de todo o ao de 2018, foram 506 suspeitas e apenas 37 casos positivos. A alta, de acordo com Sueli Lacerda, superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, diz respeito, principalmente, à circulação do vírus tipo 2. “Em anos anteriores tivemos a maior circulação dos vírus tipos 1 e 4 e desde o final do ano passado temos a comprovação de circulação do vírus tipo 2. A maioria das pessoas não tiveram contato com este vírus, portanto são mais susceptíveis à doença”, explica.
Em toda a cidade, 127 agentes de endemias trabalham no combate aos focos do mosquito. Eles são responsáveis pelas visitas domiciliares e pelas ações de rotina com o objetivo de identificar e eliminar os criadouros, além de conscientizarem a população sobre a importância do papel de cada indivíduo nessa guerra contra o Aedes aegypti. “Temos também a equipe que trabalha no atendimento às denúncias, nas equipes de UBV, nas equipes de Pente Fino e nos Pontos Estratégicos”, completa Sueli.
ÁREAS CRÍTICAS
Apesar de haver aumento no registro de focos do mosquito em praticamente todas as regiões de Sete Lagoas, a situação está mais crítica em alguns bairros. Entre eles, Verde Vale, Bernardo Valadares, Cidade de Deus, Nova Cidade, Belo Vale I, Orozimbo Macedo, Aeroporto, Esperança, Interlagos e Jardim Europa. Nestas regiões, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou, com o apoio da Superintendência Regional de Saúde, o uso do UBV pesado, também conhecido como carro Fumacê. “Apesar dos problemas financeiros a equipe de controle da dengue vem trabalhando normalmente e estamos conseguindo cumprir as metas estabelecidas no PNCD- Programa Nacional de Combate à Dengue, mas precisamos reforçar que o papel da população é fundamental no controle das arboviroses. Cada cidadão deve ter o compromisso de manter o seu domicílio livre de focos”, lembra a superintendente. Todas as denúncias e informações podem ser feitas através do DISQUE DENGUE 160.
Por Ascom Saúde de Sete Lagoas




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