
Antes mesmo do fim do ano, Minas Gerais já tem um número alarmante de casos possíveis, que abrange os confirmados e suspeitos, de dengue. Ao todo são 484.779, sendo 153 óbitos confirmados. Na manhã desta quarta-feira (20), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lançou, na Cidade Administrativa, uma campanha que visa reforçar a importância de eliminação dos focos.
"Quando você culpa o vizinho, o mosquito ganha terreno" é o tema da ação. "Este ano foi extremamente duro em relação à dengue. Foi o segundo pior ano, próximo ao que aconteceu em 2016. Talvez este ano tenha sido o pior em número de internações e óbitos. A gente precisa se reinventar para fazer frente ao Aedes. A melhor arma é combater o foco", o subsecretário de Vigilância em Saúde, Dario Brock Ramalho.
O material, que será divulgado em canais de televisão abertos, rádios e redes sociais conta com um vídeo onde uma "vizinha curiosa" vigia a casa do morador ao lado que deixa pneus e pratinhos de planta de forma irregular. No entanto, a casa dela também está da mesma forma.
"Estamos pensando no Estado como um todo, uma mobilização da sociedade contra a dengue. O motivo é muito simples: 80% dos focos estão dentro das casas. Buscamos tentar a mobilidade da população com o nosso planejamento. Faremos eventos nesse momento de prevenção. Chamamos várias lideranças, explicou o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral.
Repasse
De acordo com Amaral, neste ano já foram repassados às cidades R$ 12 milhões para o combate à doença. "Nós temos planejamento de repassar alguns valores para o apoio das prefeituras. No começo para a prevenção, e depois, mais para frente, em caso de epidemias. Nesse momento, a gente já transferiu R$ 12 milhões para as prefeituras no começo do ano, e deve transferir mais R$ 10 milhões. Esse valor de R$ 10 milhões vai ser para uma forma geral, mas já com a orientação de tentar dar um estímulo à dengue. E nós devemos passar mais R$ 12 milhões até o final do ano", destacou Amaral.
Combate ao Aedes aegypti
“O Aedes cria um canal entre as pessoas que permite essa transmissão de inúmeros vírus. A gente tem dengue, zika e a chikungunya e a possibilidade de disseminação de outros vírus. O nosso foco tem que ser em controlar o Aedes”, destacou Dario Brock Ramalho.
Dados de 2019
Óbitos confirmados por dengue: 153 em 47 municípios;
Óbitos em investigação por dengue: 94;
Casos prováveis de Chikungunya: 2.793;
Óbito confirmado por Chikungunya: 1;
Óbito em investigação: 1;
Casos prováveis de Zika: 74
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