
A diversidade e riqueza do Cerrado, maior bioma do estado segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), encontrada no Campo Experimental de Santa Rita, na Fazenda da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), localizada no município Prudente de Morais, no Território Metropolitano, se tornou um campo aberto, vivo e estimulante no aprendizado dos alunos do ensino médio da rede estadual de todo o Estado.
Desde 2010, com a implantação do projeto "Trilha Agroecológica", da Epamig Centro-Oeste, realizado em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapemig), estudantes têm aulas ao ar livre sobre a importância do meio ambiente, preservação, manejo do solo e agricultura.
A reserva biológica tem uma área total de aproximadamente 604 hectares, e a parte reservada ao conhecimento abrange 120h hectares.
A área é cortada por dois córregos, com um ninhal de garças, e no cenário há pequenas árvores e arvoretas retorcidas, com casca grossa e folhas coriáceas, brilhantes ou pilosas - o Cerrado.
Este é um jeito agradável de os alunos conhecerem os encantosdesta vegetação típica de estados como Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Mato Grosso ou Mato Grosso do Sul - ocupando cerca de 57% da extensão territorial do Brasil.
Conhecimento em campo
O projeto já recebeu cerca de 1.600 estudantes, de mais de 50 escolas. Em 25 palestras e visitas à Trilha Ecológica, o projeto capacitou 985 estudantes e professores.
Para os professores das escolas estaduais, segundo Maria Helena Tabim Mascarenhas, pesquisadora e coordenadora do projeto, a trilha constitui um instrumento pedagógico importante.
Uma grande diversidade de eixos temáticos e abordagens ecológicas é oferecida aos estudantes, tanto com finalidades acadêmicas (no ensino fundamental, médio e superior), quanto em atividades de pesquisa e investigação científica.
"As áreas naturais criam verdadeiras salas de aula ao ar livre e verdadeiros laboratórios vivos, suscitando o interesse, a curiosidade e a descoberta, possibilitando formas diferenciadas do aprendizado tradicional. A utilização de plantio direto, plantio em curvas de nível, compostagem e preservação das matas ciliares também fazem parte de todo conhecimento oferecido"
Maria Helena Tabim Mascarenhas, pesquisadora da Epamig Centro-Oeste
A presença de espécies tradicionalmente medicinais, fornecedoras de madeira, lenha e de frutíferas é mais um atrativo da reserva.
As 47 plantas da trilha ecológica são apresentadas aos visitantes, como congonha-de-bugre, pau-santo, sucupira-roxa, pau-d’óleo ou copaíba, pequi, marmelo-de-cachorro, cagaiteria, araticum, lobeira e macaúba.
Este conhecimento também permite o desenvolvimento da comunidade local, já que a atividade se torna uma alternativa de desenvolvimento sustentável nesta relação entre meio ambiente e sociedade.
O projeto vem ganhando importância e atraindo olhares de estudantes e professores e já contou com a presença de alunos de Prudente de Morais, Sete Lagoas, Pitangui e de municípios da Região Metropolitana.
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