
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga seis casos de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) que podem estar associados à Covid-19 no Estado. Segundo a pasta, os casos foram registrados nas regiões Central e Noroeste.
Os primeiros casos da doença foram relatados em abril, no Reino Unido. Em maio, a Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu uma nota alertando os pais sobre a síndrome. No documento, o órgão explica os sintomas e relata que eles só podem ocorrer em crianças e jovens de até 19 anos.
“Na primeira série de casos (no Reino Unido) com a Síndrome Inflamatória Multissistêmica foram relatados oito pacientes com idades que variaram de 4 a 17 anos. Estes apresentavam febre alta e persistente (38-40°C), exantemas (erupções na pele) de apresentações variadas, conjuntivite não purulenta, edema de mãos e pés, dor abdominal vômitos e diarreia. Todos apresentavam doença grave e multissistêmica e evoluíram para choque (com hipotensão arterial e taquicardia)”, informou a sociedade.
A partir dos registros, a SES-MG informou que está fazendo, ainda, uma busca retrospectiva para analisar se houve casos anteriores desde o início da pandemia. A pasta não informou sobre o estado de saúde das crianças.
Sintomas
A pediatra Andreia Arantes explicou que Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SMI-P) causa sintomas como febre intensa, pressão baixa ou choque, que podem provocar comprometimento do coração, além de diarreia, vômitos e dor intestinal.
“Essa reação inflamatória grave acontece geralmente após a criança ter contraído a Covid-19 e estar na fase mais branda da doença. É tudo muito novo, então temos ainda muito o que estudar e entender sobre essa síndrome e sobre a relação dela com o novo coronavírus”, explica.
Essa nova síndrome é bem semelhante a outra, conhecida como síndrome de Kawasaki, mais comum na Ásia, no entanto a SMI-P causa sintomas mais severos. A semelhança costuma levar a confusão no diagnóstico.

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