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Trump volta a falar em fraude e TVs interrompem transmissão

Trump foi chamado de patético por não aceitar resultados das eleições e espalhar fake news

06/11/2020 11h18
Por: Redação Fonte: Bhaz / Agência Brasil
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais

Três grandes e importantes emissoras de televisão dos Estados Unidos, CBS, ABC e NBC, interromperam a transmissão do discurso do presidente Donald Trump na noite dessa quinta-feira (5). Um dos jornalistas explicou que o corte foi em razão das várias notícias falsas pronunciadas por Trump que acusou fraude nas eleições sem apresentar evidências. Seguindo a linha norte-americana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demonstrou interesse em retornar com o voto impresso nas eleições do Brasil.

Ao longo do dia de ontem , Trump se manifestou várias vezes sobre a contagem de votos nas eleições presidenciais nos EUA, uma delas foi a “ordem” expressa no Twitter: “STOP THE COUNT”, que significa “PARE A CONTAGEM”. A fala foi dita por ele não concordar com o resultado de derrota em alguns estados do país americano.

Sem evidências

O ataque de Donald Trump à segurança dos votos impressos vem repercutindo mundo afora. Durante a cobertura das eleições, o âncora da CNN Anderson Cooper comparou o presidente dos EUA a uma “tartaruga obesa” e julgou o comportamento de Trump como “patético”.

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“Este é o presidente dos EUA. É a pessoa mais poderosa do mundo e o vemos como uma tartaruga obesa com o casco para baixo, se debatendo no sol quente e percebendo que a sua vez acabou. Mas ele não aceitou e quer afundar o país junto com ele”, disse Cooper.

Ele ainda completa dizendo que o presidente não apresenta nenhuma prova sobre as fraudes. “Nunca vimos nada parecido vindo de um presidente”, comentou Cooper. “É triste e verdadeiramente patético, e claro que é perigoso e que ele vai ao tribunal. Mas vocês notaram que ele não apresentou prova alguma. Nada”, finalizou o apresentador.

Voto impresso no Brasil?

Como de costume, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), usou suas redes sociais para discursar ao vivo. Na transmissão de ontem (5), Bolsonaro cita o retorno dos voto impressos no Brasil, citando uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) que exige a impressão de cédulas em papel nas eleições do país. “Esperamos ano que vem mergulhar na Câmara e no Senado para que o sistema eleitoral seja confiável em 2022”, falou Bolsonaro.

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O presidente não citou os EUA, mas disse que é necessário observar outros países para mudar o sistema eleitoral no Brasil. “(Vamos) ver o que acontece em outros países e buscar um sistema eleitoral que seja confiável por ocasião das eleições”, pontuou Jair.

rnas eletrônicas são seguras

Não são novas as dúvidas e questionamentos sobre a segurança das urnas utilizadas pela Justiça Eleitoral nas eleições brasileiras. No pleito de 2018, o tema foi objeto de ações coordenadas de eleitores e grupos políticos para jogar suspeição sobre a segurança do sistema e a consequente legitimidade dos resultados das votações a partir dele.

Neste mês, que o Brasil se prepara para escolher prefeitos e vereadores novamente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou à Agência Brasil que as urnas eletrônicas são seguras e que as medidas adotadas são transparentes, podendo ser acompanhadas pelos partidos e outras instituições.

O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, lembra que as urnas são empregadas como meio técnico de coleta de votos desde a disputa municipal de 1996. Ele conta que a iniciativa veio em resposta ao que chamou de limites a falhas da coleta e apuração humanas. No processo até então, pessoas votavam em cédulas de papel, que eram colocadas em grandes sacos e depois eram retiradas para o escrutínio.

“Tínhamos muita intervenção humana. E quando há intervenção humana temos três características. Lentidão, prática de erros e possibilidade de fraude pela manipulação da informação. Houve possibilidade de se transformar um processo que era lento e cheio de erros e fraudes em um processo célere, com garantia de integridade e proteção, com rastreabilidade que está ligado à transparência”, destaca o secretário.

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