Em mais um ataque a medidas de restrição de circulação que estão sendo adotadas contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse que o país precisa parar com "frescura" e "mimimi" e enfrentar os problemas.
"Temos que enfrentar nossos problemas. Chega de frescura, de mimimi, vamos ficar chorando até quando? Respeitar obviamente os mais idosos, aqueles que tem doenças. Mas onde vai parar o Brasil se nós pararmos?", disse Bolsonaro em evento em Goiás.
Irritado com as decisões que têm sido tomadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro repetiu mais uma vez, de forma inverídica, que o Supremo Tribunal Federal, castrou sua autoridade e que as políticas de restrição de circulação são uma forma "ignorante, burra e suicida" de combater o coronavírus.
Bolsonaro acusa o STF de ter lhe retirado o poder de tomar decisões sobre a política de combate ao coronavírus. Na verdade, a decisão da corte estabeleceu que Estados e municípios podem também estabelecer políticas e têm o poder de decidir, por exemplo, sobre fechamento de comércio e escolas.
"Como eu gostaria de ter o poder, que deveria ser meu, para definir essa política. Para isso que muitos de vocês votaram em mim", disse o presidente. "Eu fui eleito para comandar o Brasil. Espero que esse poder me seja restabelecido."
Em mais de um momento, Bolsonaro fez questão de dizer que lamenta as mortes, mas especificou que lamenta quaisquer mortes, não apenas as causadas pela pandemia.
Na quarta-feira, o país bateu mais um recorde diário, com 1910 mortes em um dia, chegando a 259.271, cerca de 10% de todas as mortes por Covid-19 ocorridas no mundo.
Bolsonaro, no entanto, sempre foi contrário a medidas de restrição de circulação, que são adotadas na tentativa de frear a disseminação do coronavírus, e boicotou medidas similares. Desde o agravamento que se registra nas últimas semanas, voltou a atacar prefeitos e governadores.
Na noite de quarta, em conversa com apoiadores na chegada ao Palácio da Alvorada, chegou a dizer que, por ele, jamais haveria lockdown --na verdade, nenhum dos Estados brasileiros chegou a fazer um controle tão restritivo, em que as pessoas são, inclusive, proibidas de sair de casa.
"Até quando vão ficar dentro e casa, até quando vai se fechar tudo? Ninguém aguenta mais isso. Lamentamos as mortes repito, mas temos que ter uma solução", afirmou. "Eu apelo aqui, já que me foi castrada a autoridade, para que governadores e prefeitos repensem a política do fechar tudo. O povo quer trabalhar."

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