O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem, após reunião com governadores e com os chefes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que ainda não há remédio para a Covid-19. A declaração diverge do discurso adotado pelo presidente desde o início da pandemia, quando defendeu cloroquina, ivermectina e outros medicamentos de eficácia não comprovada e que ele apontava como indicados para tratar da doença. O presidente chegou a se deixar fotografar, várias vezes, com caixas de medicamento incentivando seu uso. Apesar da mudança de discurso nesse ponto, Bolsonaro citou o direito do médico de realizar o tratamento precoce dos pacientes.
"Da nossa parte, (teremos) um comitê que se reunirá toda semana com autoridades para decidirmos ou redirecionarmos o rumo do combate ao coronavírus, a unanimidade da intenção de nós, cada vez mais, nos dedicarmos à vacinação em massa do Brasil. Tratamos também da possibilidade de tratamento precoce. Isso fica a cargo do ministro da Saúde, que respeita o direito e o dever do médico, 'off-label', de tratar os infectados. É uma doença, como todos sabem, ainda desconhecida, uma nova cepa ou novo virus apareceu e nós obviamente, cada vez mais, nos preocupamos em dar o atendimento adequado a essas pessoas. Não temos ainda o remédio, mas a nossa União, o nosso esforço entre os Três Poderes da República, ao nos direcionarmos para aquilo que realmente interessa, sem que haja qualquer conflito, qualquer politização da solução para o problema creio que seja o caminho para o Brasil sair dessa posição bastante complicada em que se encontra", disse o presidente.
Ao reconhecer o problema e pregar a União entre os Poderes, o presidente também muda a postura de atrito que vinha adotando com os governadores e minimizando a gravidade do problema, que já matou cerca de 300 mil brasileiros.

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