Os vereadores de Belo Horizonte aprovaram, em primeiro turno, o projeto de lei que classifica igrejas, santuários e outros templos religiosos como serviço essencial na capital mineira. A proposta, de autoria do vereador Henrique Braga (PSDB), foi votada nesta terça-feira (6) na CMBH (Câmara Municipal de Belo Horizonte). Trinta parlamentares votaram a favor do texto e outros cinco foram contrários. Agora, o projeto segue para votação em segundo turno.
O objetivo do projeto de lei é garantir que as igrejas possam continuar funcionando mesmo enquanto vigorarem as restrições mais rígidas para conter a Covid-19. O texto defende que os espaços possam permanecer abertos, “prestando assistência espiritual e assistencial as comunidades religiosas”.
Além de duas abstenções – dos vereadores Álvaro Damião (DEM) e Wilsinho da Tabu (PP) – e 30 votos favoráveis, o projeto foi rejeitado por cinco parlamentares: Bella Gonçalves, Duda Salabert, Miltinho CGE, Pedro Patrus e Macaé Evaristo.
Agora, a proposta seguirá para votação em segundo turno e, caso aprovada, para avaliação do prefeito Alexandre Kalil (PSD), que pode sancioná-la ou vetá-la. Se o projeto for vetado, os vereadores precisam de 28 votos para derrubar o veto.
A discussão do assunto na Câmara Municipal veio no momento em que a capital trava uma disputa com o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar proibir a realização de celebrações religiosas nas fases mais graves da pandemia. A PBH (Prefeitura de Belo Horizonte) entrou com recurso para tentar reverter a decisão do STF, mas suspendeu as fiscalizações nos templos enquanto não houver um parecer definitivo.
“Por mais que doa no coração de quem defende a vida, ordem judicial se cumpre. Já entramos com recurso e aguardamos a manifestação do Presidente do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o prefeito em sua conta no Twitter. Em uma mensagem publicada pouco antes, Kalil havia afirmado que a proibição continuaria valendo na capital. A decisão de suspender a fiscalização nos templos também foi confirmada pela Procuradoria-Geral do Município.
Em ofício enviado ao superintendente da Polícia Federal em Minas, o Procurador-Geral do Município, Castellar Modesto Guimarães Filho, comunicou que a PBH suspendeu a proibição das celebrações religiosas presenciais neste domingo. “De ordem do prefeito, solicito interrupção da fiscalização nos templos da cidade até que ocorra manifestação do plenário do STF sobre o tema”, diz trecho de um email enviado às autoridades locais e anexado ao ofício.
A decisão de autorizar os cultos, missas e demais celebrações religiosas mesmo em meio a medidas restritivas para a Covid-19 partiu do ministro Kassio Nunes Marques, como resposta a uma reivindicação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos, e foi publicada nesse sábado (3).
A medida prevê a adoção de cuidados básicos, como limitação de público e atenção a protocolos sanitários, mas impede que estados e municípios cumpram decretos ou atos administrativos locais que proíbam completamente a realização das celebrações. Essa última definição é novidade, já que, em abril de 2020, o próprio STF rejeitou a concentração do poder de decisão no governo federal e defendeu que estados e municípios também poderiam estipular restrições durante a pandemia.

AGENDA PRESIDENCIAL Presidente Lula cumpre agenda em Sete Lagoas nesta sexta-feira (20)
POMPÉU Denúncia ao Ministério Público aponta possíveis irregularidades no Carnaval 2025 em Pompéu
ECA DIGITAL Nova lei intensifica o controle sobre o acesso de menores à internet
POLÍTICA NACIONAL Petição contra Erika Hilton na Comissão da Mulher ultrapassa 100 mil assinaturas
CONFUSÃO Influenciador e pré-candidato ao governo de MG, Ben Mendes se envolve em confusão dentro de loja em Betim
INOVAÇÃO Belo Horizonte se destaca na América Latina com uso de inteligência artificial na gestão fiscal
QUADRO CLÍNICO Defesa de Bolsonaro reforça pedido ao STF por prisão domiciliar após nova internação
Compra de votos Vereadora de Minas é cassada pela Justiça por compra de votos entre R$ 50 e R$ 100
Reajuste salarial Zema envia projeto à Assembleia que prevê reajuste de 5,4% para servidores de Minas Mín. 18° Máx. 22°


