Segunda, 17 de Maio de 2021
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Saúde Kit Covid

Empresários e médicos de Sete Lagoas criam grupo para arrecadar medicamento sem eficácia contra a Covid-19

Intenção é doar à população carente da cidade; fato repercutiu na imprensa mineira e nacional

27/04/2021 09h02
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com G1 Minas — Belo Horizonte
Não há dados que comprovem a eficácia da Ivermectina no tratamento precoce da Covid-19 — Foto: Divulgação/TV Vanguarda
Não há dados que comprovem a eficácia da Ivermectina no tratamento precoce da Covid-19 — Foto: Divulgação/TV Vanguarda

Empresários e médicos da cidade de Sete Lagoas organizaram um grupo em uma rede social, para arrecadar medicamentos que fazem parte do chamado "Kit Covid". A intenção é doá-los à população carente da cidade como forma de tratamento preventivo à Covid-19.

O fato repercutiu na imprensa mineira e nacional, tendo sido notícia do "Bom Dias Minas" e também na TV Record. 

Segundo diversos estudos realizados ao redor do mundo, medicamentos como Cloroquina e Ivermectina se mostraram ineficazes ou até mais prejudiciais do que benéficos quando administrados nos quadros leves, moderados e graves de Covid-19.

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De acordo com relatos de testemunhas ao G1, já foram adquiridas cerca de 8 mil unidades de Ivermectina.

Segundo as informações, a empresária e Diretora-geral da Faculdade de Sete Lagoas (Facsete), a cirurgiã-dentista Dóris Camargo Martins de Andrade, teria organizado o grupo para arrecadar os medicamentos.O G1 tenta contato com a empresária.

Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas confirmou, em nota, a ação dos empresários e de médicos para distribuição de medicamentos e disse que, para o secretário da pasta, o médico Flávio Pimenta, a ideia é uma "iniciativa livre de seus participantes".

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Na nota, o secretário informou que solicitou os pacientes que receberem o medicamento tenham acompanhamento médico e, conforme solicitação do grupo, "prometeu avaliar apoio ao atendimento quanto ao fornecimento de EPIs e suporte para as ações".

"Cabe ressaltar que o posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde segue o mesmo: cabe a cada médico prescrever o que melhor lhe convém, dentro de seu conhecimento e da situação de cada paciente".

O Ministério Público informou que instaurou um procedimento para apurar o fato.

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