O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta sexta-feira que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello "não pode se furtar a comparecer" na CPI da Covid. Mourão disse que é "óbvio" que Pazuello será pressionado, mas disse que ele terá que manter a calma.
Pazuello, que é general da ativa, havia sido convocado a prestar depoimento na última quarta-feira, mas na véspera comunicou ao Comando do Exército que teve contato com dois "servidores do Poder Executivo" que tiveram diagnóstico positivo para Covid-19. O depoimento foi remarcado para o dia 19 de maio.
Em entrevista à rádio O Povo CBN, Mourão disse que a escolha de colocar Pazuello como ministro foi uma "decisão de risco", sem entrar em detalhes.
De acordo com o vice-presidente, o ex-ministro precisa manter a "cabeça fria". Durante treinamentos ao depoimento feitos no Palácio do Planalto, Pazuello demonstrou nervosismo.
— É óbvio que ele vai ser pressionado. Ele tem que manter a calma. Existe um velho ditado militar que diz o seguinte: cabeça fria no corpo quente. É dessa forma que ele tem que se comportar — disse Mourão, acrescentando depois: — A guerra na selva tem meia dúzia de leis. Uma dela diz o seguinte: aprenda a suportar o desconforto e a fadiga sem queixar-se e seja moderado em suas necessidade. É isso que o Pazuello tem que fazer.
O vice-presidente ainda disse que Pazuello não deveria ao fardado à CPI porque, mesmo sendo um general da ativa, cumpriu uma função civil no Ministério da Saúde.
— Não tem que ir fardado, porque ele não estava em uma função militar. Apesar dele ser um general da ativa, ele estava em uma função civil, tem que comparecer em trajes civis que era a função que ele estava exercendo.

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