O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais do ano que vem, com 49%, 26 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem logo em seguida, com 23%, de acordo com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria). Com esse resultado, o petista, que confirmou intenção de se candidatar no mês passado, venceria o pleito em primeiro turno, caso as eleições fossem hoje.
A pesquisa foi divulgada na madrugada desta sexta-feira (25) e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre os dias 17 e 21 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O Ipec foi fundado este ano por ex-executivos do Ibope Inteligência, depois que o instituto encerrou o uso da marca Ibope/Ibope Inteligência nas pesquisas de mercado, opinião pública, entre outras operações.
A primeira pesquisa Ipec ainda aponta que Ciro Gomes (PDT) tem 7%, empatado tecnicamente com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que tem 5%. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), o primeiro da gestão Bolsonaro durante a pandemia, aparece com 3% das intenções, enquanto brancos e nulos totalizam 10%. Ainda existe 3% dos eleitores que não sabem ou não responderam. A margem de erro é de dois pontos.
Lula lidera em todos os segmentos do eleitorado, mas existem diferenças consideráveis entre as regiões, faixa etária, escolaridade, religiões, entre outras categorias, dos eleitores. Lula dispara na corrida da sucessão presidencial entre os entrevistados que moram no Nordeste (63% a 15%), e aparece muito à frente de Bolsonaro entre os mais jovens (53% a 17%); entre os que se autodeclaram pretos ou pardos (54% a 21%). entre os que têm ensino fundamental II (59% a 19%); e entre os que são de outras religiões que não a católica e a evangélica (54% a 19%).
A menor diferença em intenção de voto está no Sul, já que, apesar de Lula liderar o segmento, com 35%, Bolsonaro aparece logo em seguida, com 29%. O presidente tem os maiores índices de ótimo e bom nas regiões Sul (29%), Norte e Centro-Oeste (28%); entre os evangélicos (32%); entre quem se autodeclara branco (29%); e entre os homens (28%).
Mesmo mantendo uma popularidade entre esse público, a avalição do governo Bolsonaro caiu, ainda de acordo com a pesquisa Ipec. A reprovação do presidente subiu 10 pontos, de 39% para 49%, enquanto a aprovação do mandatário caiu de 28% para 24%. Ao mesmo tempo, 26% avaliam o presidente como regular.

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