O desemprego em Minas Gerais bateu recorde no primeiro semestre deste ano, atingindo 13,8%, em nível mais alto da série histórica. Esse é o maior percentual de desocupação observado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, desde o ano de 2012. O assunto é tratado no segundo capítulo da série de reportagens especiais veiculadas no Jornal da Itatiaia I Edição e que traça um raio-x da economia mineira neste cenário tão desafiador.
O índice apresenta o outro lado do mercado do trabalho em Minas. Na primeira reportagem da série revelamos que o estado está criando duzentas mil vagas de trabalho diretas e indiretas em plena pandemia, com a chegada de grandes empresas como Mercado Livre e Amazon, e expansão de outras como Ambev e Bombril.
No Brasil a realidade também assusta, a taxa de desemprego atingiu 14,7%, considerada a maior da série histórica no período. Os dados são confirmados pelo analista do IBGE, Gustavo Fontes, que chama a atenção para os setores que mais desenharam esse quadro de desemprego não apenas em Minas Gerais, mas no Brasil como um todo.
“Foi de alojamento e alimentação que inclui, por exemplo, bares, restaurantes e hotéis. Foram menos 152 mil pessoas trabalhando nesse ramo de atividade. Outro setor que também foi bastante afetado, em termos de queda da população ocupada, foi serviços pessoais como cabeleireiros, entre outros. Foram 137 mil pessoas a menos trabalhando em um ano. Também destaco as quedas no comércio e na indústria” pontuou o analista.
Já quando observamos somente o cenário do mercado formal, o analista do IBGE mostra uma oscilação interessante. “A gente observa que em Minas Gerais, comparando com o primeiro trimestre de 2020, ou seja, no período de um ano, uma queda da populaçã ocupada com carteira assinada. Foram 259 mil pessoas a menos com carteira assinada neste período. Mas em relação ao quarto trimestre de 2020, numa avaliação a curto prazo, a gente observou um aumento da carteira assinada. Foram 106 mil pessoas a mais com a carteira, o que é um dado positivo” comparou.
Sobre esse movimento em relação ao mercado formal, a economista e presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerias, Tânia Teixeira, avalia que é normal ter mais emprego em determinadas épocas do ano. “Em novembro o total de investimento que conseguiram atrair estava em torno de 27 mil por 4 bilhões, com uma geração de emprego em torno de 16.215 mil postos de trabalho. Então nesse sentido nós vamos ver que em função de estar próximo ao final do ano, há sempre o crescimento do emprego, inclusive o emprego formal” explicou.
E em outra ponta da economia, o setor saúde e educação talvez sejam os setores que mais precisariam de investimento. “No setor saúde e na educação que a gente ainda observa que esse ano o investimento tem sido muito menor do que o exercício do ano passado. E nesse sentido a gente acha que seria prioritário o estado investir na área da saúde, principalmente em situação pandêmica” pontou a economista.

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