O governador Romeu Zema (Novo) promulgou uma lei que garante o acesso a absorventes higiênicos, em Minas Gerais, para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Os itens ficarão disponíveis, prioritariamente, nas escolas públicas, nas unidades básicas de saúde, nas unidades de acolhimento e nas unidades prisionais do estado. Dentre os objetivos da lei, sancionada nesse sábado (4), está defender a saúde integral da mulher.
Segundo a lei, de número 23.904, garantir o acesso das mulheres em vulnerabilidade social a absorventes higiênicos tem também o objetivo de conscientizar sobre o direito da mulher aos cuidados básicos em relação à menstruação. Além disso, prevenir doenças e diminuir a evasão escolar também são os propósitos da nova medida.
A nova lei teve sua publicação no Diário do Executivo de Minas Gerais, também nesse sábado. Para cumprir os objetivos, o estado pretende fazer parcerias com iniciativas privadas ou ONGs (Organizações Não Governamentais) para conseguir os absorventes higiênicos e distribuí-los gratuitamente.
Ademais, serão feitas pesquisas para auxiliar as ações do governo, além de incentivo à fabricação de absorventes higiênicos de baixo custo por microempreendedores individuais e pequenas empresas. O Executivo mineiro também pretende incentivar a criação de cooperativas para impulsionar a fabricação do produto íntimo feminino.
Por fim, o Governo de Minas também irá desenvolver medidas educacionais e preventivas sobre o ciclo menstrual feminino e sobre a saúde reprodutiva da mulher, cumprindo, assim, os objetivos da Lei 23.904.
No mês passado, a ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) havia aprovado o projeto de lei que determinava a distribuição de absorventes higiênicos para mulheres em vulnerabilidade social. O texto só aguardava a sanção de Romeu Zema. O PL é de autoria da Deputada Estadual Leninha (PT).
Segundo a parlamentar disse em sua justificou para a aprovação do projeto, muitas mulheres passam por situações constrangedoras ou, até mesmo, problemas de saúde durante o período menstrual. Em muitos casos, tais problemas surgem por falta de informação sobre o tema e também pelo uso de materiais inapropriados para substituir o absorvente.
Ademais, a falta de recursos para adquirir o produto higiênico ou a vergonha faz com que muitas meninas se ausentem da escola durante o período menstrual e acabam tendo seu rendimento prejudicado. A menstruação ainda é vista como tabu e o acesso a absorventes e condições dignas de descarte não está disponível para todas as pessoas que menstruam no Brasil.

POLÍTICA Ex-prefeito Kalil é condenado por improbidade e nepotismo em Belo Horizonte
SETE LAGOAS STF notifica empresários de Sete Lagoas e estabelece prazo para resposta sobre atos de 8 de janeiro
TITULO ELEITORAL Mais de 970 mil eleitores em Minas Gerais estão com o título cancelado e têm prazo para regularizar a situação
POLÍTICA Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF em votação inédita
AUDIÊNCIA PÚBLICA Audiência pública na ALMG vai debater fim de cachês abusivos em shows
POSSÍVEL ALIANÇA Aécio Neves surpreende ao admitir chance de aliança com Luiz Inácio Lula da Silva em Minas: “Na política, nada é impossível” Mín. 18° Máx. 28°

