O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou pelo Twitter a postura de governadores perante a alta dos preços dos combustíveis e cobrou uma solução do Senado.
Em postagem neste domingo (16), Lira afirmou que a Câmara dos Deputados tratou do tema ao aprovar um projeto que muda a forma de cálculo do ICMS, imposto estadual que incide sobre diferentes produtos, incluindo os combustíveis.
O texto aprovado pela Câmara obriga os estados e o Distrito Federal a definirem a alíquota do tributo de acordo com os valores de mercado nos dois anos anteriores. O objetivo é tornar o ICMS fixo, e não mais variável de acordo com as oscilações dos preços.
A proposta encontrou forte resistência no Senado e foi alvo de críticas por parte de governadores, que apontam uma queda de arrecadação caso o texto entrasse em vigor.
Neste domingo, Lira disse que “enviado para o Senado, [o projeto] virou patinho feio e Geni da turma do mercado.” Para o presidente da Câmara, os chefes estaduais miram as eleições, em outubro, ao cobrarem do Congresso.
“Diziam q era intervencionista e eleitoreira. Agora, no início de um ano eleitoral, governadores, c Wellington Dias à frente, cobram soluções do Congresso. Com os cofres dos Estados abarrotados de tanta arrecadação e mirando em outubro, decidiram q é hora d reduzir o preço”, escreveu o deputado.
Por fim, Arthur Lira pediu que os governadores cobrem soluções do Senado, por não ter aprovado o projeto vindo da Câmara.
“Podiam ter pressionado ainda ano passado. Por isso, lembro aqui a resistência dos governadores em reduzir o ICMS na ocasião. Registro também que fizemos nossa parte. Cobranças, dirijam-se ao Senado.”
Após reunião do Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz), governadores anunciaram que irão descongelar o ICMS dos combustíveis a partir de fevereiro. Com isso, os preços podem subir ainda mais para o consumidor.
De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT) a decisão foi tomada porque o Congresso não avançou na aprovação da reforma tributária, enquanto a Petrobras seguia dando reajustes no preço dos combustíveis. Dias ainda negou que o problema seja o valor cobrado do ICMS.
"Se dizia ali atrás a todo instante que o problema dos preços dos combustíveis era o ICMS aplicado pelos estados. Provamos que não. Segundo lugar: havia ali uma proposta, houve uma reunião com o ministro Paulo Guedes, com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com o senador Roberto Rocha [relator da reforma tributária] e ali o objetivo dessa trégua era chegar a um entendimento para a aprovação da reforma tributária. Isso não aconteceu", disse Wellington Dias.
POLÍTICA Lula tem prazo até esta terça-feira (24) para sancionar o PL Antifacção
POLÍTICA PGR se manifesta a favor de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por questões de saúde
RENUNCIA E POSSE Mateus Simões assume o Governo de Minas após renúncia de Romeu Zema para disputar a Presidência
CASO BANCO MASTER STF autoriza transferência de Daniel Vorcaro e investigações podem avançar com possível delação
VISITA PRESIDENCIAL Lula anuncia entrega de mil ônibus escolares durante agenda em Sete Lagoas
CENÁRIO POLÍTICO Deputado João Vítor Xavier anuncia que não será candidato à reeleição
FALHAS NA GESTÃO Ex-secretárias são condenadas a devolver R$ 1,9 milhão após irregularidades em 'kits bebê'; decisão ainda cabe recurso
AGENDA PRESIDENCIAL Presidente Lula cumpre agenda em Sete Lagoas nesta sexta-feira (20)
POMPÉU Denúncia ao Ministério Público aponta possíveis irregularidades no Carnaval 2025 em Pompéu Mín. 17° Máx. 28°


