O Senado aprovou, nesta terça-feira (8), projetos que endurecem a pena para quem cometer diferentes tipos de crime relacionados à violência contra a mulher. No Dia Internacional da Mulher, os senadores votaram propostas sugeridas pela bancada feminina.
A Casa aprovou uma proposta que aumenta em um terço a pena para crimes contra a honra - calúnia, injúria e difamação - praticados contra a mulher, por razões da condição do sexo feminino.
A legislação atual prevê prisão de seis meses a dois anos para quem cometer calúnia; de três meses a um ano para difamação; e de um a seis meses para injúria. Todos os casos também preveem multa.
O texto altera a Lei Maria da Penha. Aprovada em 2006, ela prevê diferentes formas de violência contra a mulher, mas restringe a aplicação desse conceito a atos que ocorram dentro de casa, no âmbito familiar e em qualquer relação íntima de afeto. Assim, a violência que ocorre em razão da condição do sexo feminino não é contemplada.
Ainda nesta terça, o Senado aprovou o projeto que garante o atendimento prioritário, pela autoridade policial, à mulher idosa (a partir de 60 anos de idade) em situação de violência doméstica e familiar. Idosas também passam a ter prioridade na aplicação da Lei Maria da Penha.
Para justificar a medida, o texto argumenta que essas mulheres são, muitas vezes, atendidas nas delegacias apenas pelas regras do Estatuto do Idoso, e não pelas normas da Lei Maria da Penha
Também foi aprovado o projeto que tipifica o crime de violência institucional. O texto aprovado define o delito como o ato de submeter vítimas ou testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, e que as levem a reviver situações de violência ou que gerem sofrimento e estigmatização.
A pena prevista para o crime é de três meses a um ano de detenção, além de multa. Se o agente público permitir que outra pessoa intimide a vítima, a pena é aumentada em dois terços. Se o próprio agente público fizer a intimidação, a pena é aplicada em dobro.
Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o projeto foi apresentado após o caso Mariana Ferrer, no julgamento do empresário André de Camargo Aranha, acusado de ter cometido estupro contra ela. O caso ganhou repercussão por Mariana ter sido intimidada pelo suspeito durante a sessão. Além de ofendê-la, ele mostrou fotos da modelo usando roupas curtas, insinuando que isso justificaria o suposto ato.
O réu foi absolvido por insuficiência de provas

BELO HORIZONTE Impasse sobre candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas continua após reunião com direção do Republicanos
BELO HORIZONTE PT confirma Patrus Ananias como candidato ao Governo de Minas e Marília Campos ao Senado
CORDISBURGO Câmara de Cordisburgo aprova LDO 2027 e 56 medalhas a estudantes em reunião extraordinária
BELO HORIZONTE Quaest divulga primeira pesquisa presidencial em 10 estados para as eleições de 2026
SETE LAGOAS Lula sanciona lei que cria o “Pix Pensão” para pagamento automático de pensão alimentícia
ELEIÇÕES 2026 Eleitor sem biometria poderá votar nas Eleições 2026; entenda as regras
BELO HORIZONTE Nova pesquisa mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro e liderando todos os cenários de segundo turno
BELO HORIZONTE Justiça mantém indenização a filho de vítima da ditadura militar em Minas Gerais
POLÍTICA Assessoria de Cleitinho contradiz Republicanos e afirma que senador será candidato ao Governo de Minas Mín. 12° Máx. 26°

