O deputado estadual de SP, Arthur do Val (União Brasil), conhecido como Mamãe Falei, renunciou ao mandato nesta quarta-feira (20). Ele é julgado pela Alesp por falas de cunho sexista sobre mulheres ucranianas e poderia perder o mandato por quebra de decoro parlamentar caso continue no cargo.
À Folha de SP, Arthur do Val, líder do MBL (Movimento Brasil Livre) confirmou a renúncia e se disse perseguido. "Sem o mandato, os deputados agora serão obrigados a discutir apenas os meus direitos políticos e vai ficar claro que eles querem na verdade é me tirar das próximas eleições. Estou sendo vítima de um processo injusto e arbitrário dentro da Alesp, que promove uma perseguição política", afirmou. "Vou renunciar ao meu mandato em respeito aos 500 mil paulistas que votaram em mim".
Na terça-feira (12), o Conselho de Ética da Casa aprovou por unanimidade o parecer para cassá-lo. Com isso, o texto segue para o plenário da Casa Legislativa e, caso 48 deputados votem pela cassação, Arthur do Val terá seus direitos políticos suspensos por oito anos.
O caso
O parlamentar está sendo julgado pelos seus pares depois que um áudio gravado por ele e que continha declarações misóginas e machistas vazou no início do mês de março. Mamãe Falei estava na Ucrânia e disse que as mulheres ucranianas "são fáceis, porque são pobres".
"Detalhe: elas olham. E vou te dizer, são fáceis, porque são pobres. Minha carta do Instagram, cheio de inscritos, funciona demais. Depois eu conto a história. Eu não peguei ninguém, mas colei em 'duas minas', porque a gente não tinha tempo, e é inacreditável a facilidade. Essas 'mina' em São Paulo, elas iam cuspir na sua cara e aqui elas são super simpáticas, super gente boa", diz o parlamentar em um dos trechos divulgados pelo site. Em outro áudio enviado a colegas do MBL, Arthur do Val compara a fila de uma balada à fila de refugiadas. "Acabei de cruzar a fronteira da Ucrânia com a Eslováquia. Eu juro por Deus, Eu nunca na minha vida. A fila das refugiadas, imagina uma fila de, sei lá, uns 200 metros... só deusa. É sem noção, é inacreditável. Se pegar a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés da fila de refugiados", conta.

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