O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as Forças Armadas “estão sendo orientadas a atacar” o processo eleitoral “e tentar desacreditá-lo”.
Ele palestrou neste domingo (24) durante a Brazil Summit Europe, seminário promovido pela universidade alemã Hertie School. Na ocasião, disse ver diversos movimentos para empurrar os militares para o “varejo da política”.
Faz poucos meses que Barroso deixou a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após completar dois anos à frente da Corte e ter coordenado as eleições de 2020.
De acordo com o jornal O Globo, na palestra, ele voltou a defender a integridade das urnas eletrônicas, frisando que não houve nenhum episódio de fraude desde 1996.
Assim como outros ministros da Suprema Corte, ele vê crescer no Brasil o populismo autoritário. Segundo a reportagem, o ministro relembrou o desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios e caracterizou como “um episódio com intenção intimidatória”.
“Ataques totalmente infundados e fraudulentos ao processo eleitoral. Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo”, declarou.
Ainda assim, o ministro espera que as Forças Armadas “não se deixem seduzir por esse esforço de jogá-las nesse universo indesejável para as instituições de estado que é o universo da fogueira das paixões políticas”.
Até agora, disse Barroso, “o profissionalismo e o respeito à Constituição tem prevalecido”.
O ministro do STF ressaltou, no entanto, que não deve passar despercebido que “militares profissionais e admirados e respeitadores da Constituição foram afastados”. Citando como exemplo os generais Santos Cruz, Maynard Santa Rosa e Fernando Azevedo, Barroso disse: “os três comandantes, todos foram afastados. Não é comum isso, nunca tinha acontecido”.

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