O presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, nesta segunda-feira (25), que “só Deus” o tira da “cadeira” de presidente da República. Ele já lançou a pré-campanha à reeleição e disputa a polarização de votos com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem tem como adversário direto.
“Eu jamais esperava ser presidente da República. Já que aconteceu, entendo que é uma missão de Deus. A Ele eu agradeço a minha vida e essa missão. E reforçar aqui: só Deus me tira daquela cadeira”, declarou Bolsonaro durante a abertura da Agrishow, feira de tecnologia agrícola, em Ribeirão Preto (SP).
“Não somos corajosos não, somos apenas coerentes. E a coerência é uma coisa que tem que ser inerente à política. Só discurso não resolve, principalmente discurso em época de eleições”, acrescentou.
A declaração do mandatário acontece em meio a ataques contra o sistema eleitoral. Ele questiona, com frequência, a segurança das urnas eletrônicas e já tentou emplacar o voto impresso, mas o assunto foi derrotado em votação na Câmara dos Deputados.
O presidente da República tem repetido em discursos de eventos oficiais que “o bem vencerá” nas eleições de outubro, em ataques diretos ao PT e aos governos petistas de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em julho de 2021, ele insinuou que não aceitaria uma eventual derrota nas urnas. Ao exigir transparência e contagem pública dos votos, ele frisou que “algum lado pode não aceitar o resultado” das eleições, e que “obviamente que é o nosso lado”.
Apesar de levantar dúvidas reiteradas vezes sobre o sistema eleitoral e exigir “eleições limpas” em discursos, na última terça-feira (19) Bolsonaro recuou do tom de ataque e afirmou ter “certeza que as eleições do corrente ano seguirão o seu ritmo normal”.

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