A morte de uma engenheira civil logo após uma cirurgia plástica, em 8 de abril, numa clínica particular no bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, está sendo investigada pela Polícia Civil.
Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, se internou no local para colocar prótese de silicone nos seios e passou por uma lipoaspiração no abdômen. A previsão era de a realização dos procedimentos durarem 3 horas. Entretanto, depois de seis horas na mesa de cirurgia, foi levada às pressas para um hospital na região Centro-Sul da capital, onde ficou internada por cerca de duas semanas e morreu.
A morte de uma engenheira civil logo após uma cirurgia plástica, em 8 de abril, numa clínica particular no bairro Santa Efigênia, na região Leste de Belo Horizonte, está sendo investigada pela Polícia Civil.
Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, se internou no local para colocar prótese de silicone nos seios e passou por uma lipoaspiração no abdômen. A previsão era de a realização dos procedimentos durarem 3 horas. Entretanto, depois de seis horas na mesa de cirurgia, foi levada às pressas para um hospital na região Centro-Sul da capital, onde ficou internada por cerca de duas semanas e morreu.
A mãe da engenheira, Patrícia Carneiro Soares, contou que a filha teve um quadro irreversível de morte encefálica, e que exige uma investigação do caso, pois acredita que houve erro médico. "Minha filha tinha muita saúde, fazia academia, cuidava da alimentação e estava muito tranquila para a cirurgia. Conversei com ela pela manhã, quando se internou. Quando passou a hora da previsão, liguei pra tia dela, que a acompanhava, ela disse que não tinha terminado, depois ligou dizendo que ela estava mal e teve de ser levada para o hospital", lembrou.
Mãe da engenheira disse que a investigação irá apontar os culpados pela morte da filha (Reprodução/Redes Sociais)
De acordo com Patrícia, a clínica ainda só deu opção para levarem para o hospital que o plano dela não cobria, e que a família, além da dor da morte, terá de pagar uma conta de R$ 140 mil. "Júlia saiu de lá muito mal, disseram que só lá poderiam a atender da forma que deveria. A conta ficou salgada, uma tia pagou R$ 56 mil e o restante ainda temos de quitar", explicou.
O sepultamento da engenheira foi no dia 25, em João Monlevade, na região Central, sem velório, atendendo ao pedido da filha. "Ela dizia que não queria velório, e que todos os órgãos fossem doados, como fizemos", lamentou.
Patrícia conta que não teve nenhum suporte da clínica, que tirou a vida da filha e ainda com dívidas. "Não me procuraram, nem para dar um apoio. Desde a morte dela não consigo dormir. O que eu quero é uma explicação, Justiça para minha filha. Já soubemos que o médico que fez a cirurgia já teria outros problemas. Precisamos de um resposta", cobrou a mãe da engenheira, que trabalhava numa mineradora de Mariana, na região Central.
Em nota, a Polícia Civil informou que "instaurou um inquérito para investigar a morte". A reportagem tentou contato com a clínica e o médico que fez a cirurgia, mas não obteve retorno.

OCORRÊNCIA Perseguição termina com apreensão de maconha, LSD e ecstasy em Sete Lagoas
ACIDENTE Mulher sem CNH se envolve em acidente com moto e acaba presa em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Justiça condena empresa de Sete Lagoas por assédio contra ex-funcionário
CASO LAGOINHA CGU aponta que emenda de Carlos Vianna à ONG ligada à Igreja Lagoinha, de André Valadão, foi aplicada no mercado financeiro
BELO HORIZONTE Depois de quebrar a TV, homem se arma com duas facas e esfaqueia a companheira na RMBH
AGRESSÃO Mulher leva pedrada na cabeça durante caminhada em Sete Lagoas Mín. 17° Máx. 26°


