O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar, ontem (5), o STF (Supremo Tribunal Federal), durante live no YouTube. O político ainda disse que vai contratar uma auditoria e ironizou dizendo que, como está atrás nas pesquisas, seria para “garantir a vitória do Lula”.
Desprezando o fato de que já existe rigorosa checagem durante todo o processo eleitoral, o chefe do Executivo disse que vai contratar uma auditoria. O objetivo, segundo ele, é ter certeza de que tudo está na legislação. “Essa auditoria não vai ser feita após as eleições, uma vez contratada, a empresa já começa a trabalhar”.
“Antes das eleições, ela pode daqui a 30, 40 dias, chegar à conclusão de que, dada a documentação que tem na mão, dado o que já foi feito até o momento, para melhor termos umas eleições livres de qualquer suspeita de ingerência externa, ela pode falar que é impossível auditar e não aceitar fazer o trabalho. Olha a que ponto nós vamos chegar”, prosseguiu o presidente da República.
O político prossegue e ironiza o fato de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) figurar no topo das intenções de voto. “O que é comum, que a gente vê nas republiquetas? O chefe do Executivo conspirar para ficar no poder, cooptar órgãos para fraudar eleições. Aqui é exatamente o contrário. Já que as pesquisas dizem que o senhor Lula tem 40%, o Lula vai ganhar. Quero garantir a eleição do Lula com esse processo aqui”, afirmou Bolsonaro.
Na sequência, o chefe do Executivo criticou as decisões mais recentes do STF sobre ações que condenaram apoiadores do presidente por atos antidemocráticos e ameaças à Corte. O caso principal foi do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), a quem Bolsonaro concedeu indulto.
“Não precisa ficar desmonetizando páginas de pessoas que nos apoiam, ameaçando ou prendendo pessoas que nos apoiam, não precisa fazer isso aí. O Lula vai ganhar”, ironizou o presidente. “Essa auditoria externa vai fazer esse trabalho e se estiver de acordo vai dar a vitória para o Lula, sem problema nenhum. A contagem do voto é a alma da democracia”, completou.

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