
Claudinei Coco Esquarcini, vigilante responsável pela operação das câmeras do clube em que o bolsonarista Jorge Guaranho matou o petista Marcelo Arruda, foi encontrado morto nesse domingo (17). De acordo com a Polícia Civil do Paraná, ele foi localizado perto de um viaduto no município de Medianeira, perto de Foz do Iguaçu. As autoridades investigam se ele cometeu autoextermínio.
A Polícia Civil investiga o caso e afirma que, a princípio, não há relação entre a morte do vigilante e o assassinato de Marcelo Arruda. A nota da corporação diz que o vigilante “foi socorrido com vida, mas não resistiu e entrou em óbito”.
Claudinei Coco Esquarcini era um dos diretores da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu (Aresf), em Foz do Iguaçu, onde o crime ocorreu no dia 9 de junho. Segundo o UOL, o vigilante de 44 anos era apontado como responsável pela instalação do sistema de câmeras de segurança na Aresf, além do fornecimento das senhas para acesso às imagens.
Procurado pelo BHAZ, o MPPR (Ministério Público do Paraná) reforçou que o caso está sendo investigado pela Polícia Civil e que, a princípio, não é possível dizer que há relação entre as mortes. “Se for constatado, no curso do inquérito, que o caso tem alguma relação com a morte de Marcelo Arruda, o MP analisará que providências adotar”, completa o órgão.
Em entrevista coletiva concedida na última sexta-feira (15) a respeito da conclusão do inquérito do assassinato, a delegada Camila Cecconello explicou que Jorge Guaranho estava em um churrasco enquanto Marcelo Arruda comemorava o aniversário com a festa de tema PT.
O policial penal bolsonarista teria visto, no celular de outra pessoa que estava no churrasco, as imagens de câmeras de segurança do clube em que a festa acontecia. Cerca de uma hora depois, ele deixou o evento e saiu em direção à festa do petista, junto da mulher e do filho.
Já segundo o UOL, outro vigilante citou Claudinei Coco Esquarcini em depoimento à Polícia Civil sobre o caso. José Augusto Fabri apontou o diretor como encarregado pelo sistema de monitoramento por câmeras no clube.
“Tem que ter uma senha. Esse processo quem faz é o Claudinei. Como ele conhece de configuração, montagem, manutenção e ele faz parte da diretoria, então ele cuida dessa parte”, disse Fabri aos investigadores.
Especialistas em saúde mental reforçam a necessidade de busca por ajuda em momentos difíceis, já que todos nós estamos sujeitos a enfrentar questões que nos atordoam e causam sofrimento. Por isso, a mensagem é: você não está sozinho (a).
Ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida) são gratuitas em todo o país. Por meio do telefone 188, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou que correm risco de cometer suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.
Além do CVV, também existem no Brasil os Caps (Centros de Atenção Psicossocial). Trata-se de um serviço aberto constituído por uma equipe multiprofissional, que atua interdisciplinarmente no atendimento a pessoas com sofrimento ou transtorno mental.

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