
Foi executado com nove tiros, na noite da última terça-feira (6), o ex-padre Marcelo Alves de Oliveira, de 48 anos, que, por muitos anos, foi pároco em Ibirité, na região metropolitana de Belo Horizonte. O crime aconteceu instantes após o homem sair de um bar e deixar um amigo em casa, em sua cidade natal, Prata, no Triângulo Mineiro.
Afastado desde 2014 de suas atividades na igreja "por motivos jurídico-canônicos", segundo a Arquidiocese de Belo Horizonte, Oliveira chegou a ser candidato a deputado federal nas eleições de 2018, sob o nome de Padre Marcelo de Ibirité, apesar de já estar afastado do exercício paroquial à época.
De acordo com a Polícia Militar (PM), a corporação foi acionada na rua Coronel Emídio Marques, no bairro Cruzeiro do Sul, por volta das 21h. No local, o amigo contou que ele e o ex-pároco ficaram no bar por cerca de 1h e, quando ele parou o veículo para deixá-lo em casa, um motociclista emparelhou com o carro e efetuou diversos disparos contra a vítima.
A perícia da Polícia Civil esteve no local e, ainda conforme a PM, teria contabilizado nove perfurações no corpo de Oliveira. Para a polícia, familiares do homem disseram não ter nenhuma suspeita de quem poderia ser o autor do homicídio, entretanto, afirmaram que ele teria "rixas" com várias pessoas. Os parentes também contaram que o ex-padre estaria bebendo muito recentemente, além de fazer uso de medicamentos para dormir.
A PM fez buscas pelo autor dos disparos, mas ninguém foi localizado ou preso. Ainda conforme a corporação, câmeras de segurança teriam registrado o crime e as imagens foram repassadas para a Polícia Civil, que investigará a morte.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil disse, por meio de nota, que foi instaurado inquérito policial para apurar os fatos. "A perícia oficial esteve no local da ocorrência para a realização dos trabalhos de praxe e as investigações prosseguem para a elucidação de autoria e motivação do crime", conclui o texto.
Polêmicas
Ao longo de sua história em Ibirité, o padre executado se envolveu em diversas polêmicas, antes e depois de ser afastado de suas funções pela igreja.
Em 2007, ele virou notícia após um grupo invadir o cemitério de Ibirité para agredi-lo, no dia de Finados. Na ocasião ele acusou o então prefeito da cidade, Toninho Pinheiro (PR), e o irmão do político, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), de tramarem a agressão, que aconteceu logo após a missa.
No ano seguinte, o então padre voltou a fazer acusações contra o prefeito, denunciando que ossos humanos retirados do cemitério da cidade teriam sido colocados em uma caçamba em frente à igreja que ele administrava.
Já em 2020, depois de ter sido candidato a deputado federal, o ex-padre foi duramente criticado após chamar de "abortista" e "miliciana" a vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros no Rio de Janeiro. "Que calor infernal. Mas deve estar pior lá onde está Marielle Franco miliciana abortista", escreveu Oliveira em uma rede social.

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