
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi reeleito neste domingo para mais um mandato no cargo. Confirmando o favoritismo que tinha desde o início da disputa, o chefe do Executivo mineiro foi reconduzido ao Palácio Tiradentes já no primeiro turno. Em segundo lugar, ficou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD). Mesmo com o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-alcaide não teve força suficiente para levar a disputa ao segundo turno.
Em terceiro lugar está o senador bolsonarista Carlos Viana (PL). Apesar de ter sido lançado como o candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa, o parlamentar foi abandonado pelo aliado e amargou a colocação atrás de Zema e Kalil.
Desde o início da campanha eleitoral, o atual governador de Minas aparecia com fortes chances de vitória já no primeiro turno. Diferentemente de 2018, quando deu palanque a Bolsonaro no estado, Zema adotou uma postura neutra em relação à corrida presidencial, resistindo aos apelos do ex-aliado.
O mandatário evitou nacionalizar a disputa mineira para evitar que a rejeição de Bolsonaro no estado afetasse seu desempenho na corrida pela reeleição, além de dividir votos com o eleitorado do candidato petista à Presidência. O objetivo foi não afastar o eleitor conservador nem o que vota no ex-presidente Lula.
Com isso, ao longo da campanha, o governador focou em divulgar sua gestão, principalmente no pagamento em dia aos servidores públicos e na volta dos repasses ao municípios, o que fortaleceu sua popularidade no interior de Minas.
Zema também voltou suas críticas a seu antecessor, o petista Fernando Pimentel, e tentou colar a imagem do ex-governador a seu principal adversário, Alexandre Kalil (PSD). A briga entre os dois, ao longo do período eleitoral, foi marcada por troca de farpas e ofensas pessoais.
Já na disputa à Presidência, Lula foi o presidenciável com mais votos no estado, à frente de Bolsonaro. Minas Gerais é visto como um estado chave para a disputa ao Planalto. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos também foram vitoriosos nas terras mineiras.

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