
As mulheres ganham em média 19,4% a menos do que os homens no Brasil. Em cargos de dirigentes e gerentes, essa diferença chega a 25,2%. Se negras, o fosso aumenta para 27,9%.
Tais dados fazem parte do Primeiro Relatório Nacional de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, preparado pelos ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e das Mulheres. O resultado do levantamento foi divulgado nessa segunda-feira (25/3) pelo MTE.
A análise reúne informações fornecidas por 49.587 empresas com 100 ou mais empregados. A maioria delas (73%) tem 10 anos ou mais de existência. Juntas, elas somam quase 17,7 milhões de trabalhadores.
Os dados mostram diferenças salariais significativas por estado, a depender das variáveis observadas. O Distrito Federal, por exemplo, apresenta a menor desigualdade salarial entre homens e mulheres. Elas recebem 8% a menos que eles, num universo de 1.010 empresas, que totalizam 462 mil ocupados. A remuneração média é de R$ 6.326,24.
Sergipe e Piauí também têm diferenças salariais baixas entre homens e mulheres, com elas recebendo 7,1% e 6,3% menos do que os homens, respectivamente. Porém, em ambos os estados a remuneração média é menor do que no DF. Ela fica em R$ 2.975,77, em Sergipe, e R$ 2.845,85, no Piauí.
São Paulo é o estado com maior número de empresas participantes, um total de 16.536, e maior diversidade de situações. As mulheres recebem 19,1% a menos do que os homens, praticamente espelhando a desigualdade nacional. A remuneração média nesse caso é de R$ 5.387.

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