
A Polícia Civil prendeu sete integrantes da Mancha Alvi Verde, principal organizada do Palmeiras, suspeitos de participar da emboscada a um ônibus da Máfia Azul, uniformizada do Cruzeiro, que terminou com um morto e 17 feridos.
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) cumpre 13 mandados de prisão temporária e outros 23 de busca e apreensão em municípios da região metropolitana de São Paulo, nesta terça-feira (3).
Entre os foragidos estão o presidente da Mancha, Jorge Luís Sampaio, e o vice-presidente, Felipe Mattos. Outras duas pessoas já haviam sido presas pela Polícia Civil em novembro.
A investigação foi iniciada pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade). Um dos suspeitos que tinha um pedido de prisão contra si teve a determinação revogada após a própria delegacia reconhecer que errou em pedir a prisão de Henrique Moreira Lelis, que estava a 400 quilômetros de onde o crime aconteceu.
A emboscada aconteceu na madrugada do dia 27 de outubro, na rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, no sentido de Belo Horizonte.
O ataque terminou com a morte de José Victor Miranda, de 30 anos. Ele integrava um grupo da Máfia Azul, organizada do Cruzeiro, de Sete Lagoas.
Miranda chegou a ser internado no Hospital Anjo Gabriel, em Mairiporã, em estado gravíssimo em decorrência de ferimentos de queimaduras e não resistiu.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atendeu a ocorrência no dia, foi ateado fogo em um dos ônibus dos cruzeirenses.
O caso é entendido como uma "cobrança" dos palmeirenses por uma ação de torcedores do Cruzeiro contra integrantes da Mancha Alvi Verde em 2022, também na Fernão Dias.
Na época, Jorge Luís Sampaio Santos teve sua carteirinha de sócio, documentos e cartões de créditos arrancados dos rivais durante o confronto, além de ter sido espancado e ter vídeos expostos nas redes sociais. A confusão terminou com quatro torcedores feridos a tiros.
Cruzeiro e Palmeiras se enfrentam nesta quarta (4), no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou um ofício aos clubes determinando que o jogo seja disputado com portões fechados. O governo de Minas Gerais recorreu à Justiça comum, solicitando que a partida seja realizada somente com cruzeirenses na arquibancada, e espera reverter a decisão. Ambas as diretorias se posicionaram contra a decisão da CBF.
(Rodrigo Sampaio - Estadão Conteúdo)

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