
A direção executiva do PMDB mineiro se reúne amanhã para tratar da sucessão do comando do partido no estado. A reunião foi convocada por integrantes da executiva e aceita pelo presidente da legenda, o vice-governador Antônio Andrade (PMDB), rompido com o governador Fernando Pimentel (PT) e isolado dentro da legenda. Ela foi pedida há mais tempo, mas foi adiada, a pedido de Andrade, em função da crise envolvendo o governo Michel Temer (PMDB), depois do vazamento das delações do grupo empresarial JBS e que deixaram o Planalto na berlinda.
O principal assunto da pauta é a sucessão interna e estadual e a manutenção da aliança com Pimentel. De acordo com um peemedebista ouvido pela reportagem, Andrade vai comunicar nesta reunião que não haverá eleição para o troca do comando da legenda no fim do ano. Isolado dentro do partido, majoritariamente alinhado com Pimentel, Andrade teria obtido apoio do comando nacional do PMDB e do próprio Temer para se manter no cargo. A sucessão estava prevista para ocorrer em outubro.
No entanto, integrantes da ala do PMDB adversária de Andrade negam que haja essa definição e afirmam que o presidente, fragilizado pelas denúncias da Operação Lava-Jato, não teria poder para influenciar a disputa no estado e nem dissolver o diretório estadual, hoje sob o comando majoritário dos peemedebistas aliados de Pimentel e que tem como principal liderança o presidente da Assembleia, deputado Adalclever Lopes (PMDB). Ele é cotado para ser o candidato a vice-governador em uma possível chapa de Pimentel à reeleição e também para o comando da legenda no estado.
Todos os deputados foram convidados para participar da reunião, mas só terão poder de deliberação sobre qualquer assunto os 13 integrantes da executiva. Entre eles, o vice-governador tem o apoio de apenas um, o ex-deputado estadual João Alberto Lage.
O deputado estadual Ivair Nogueira (PMDB), um dos vice-presidentes da legenda, disse que a reunião foi pedida com o intuito de “unir partido” e que as eleições não estão na pauta. Segundo ele, o mais importante agora não é brigar pelo comando do partido e sim definir os rumos do PMDB e “aparar arestas”. Ele reafirmou o desejo dos deputados estaduais de manter a aliança com Pimentel para as eleições do ano que vem.
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