
A Prefeitura de Inhaúma comunicou mais serviços que serão paralisados por conta do decreto de emergência orçamentária editada na última semana. O transporte intermunicipal de estudantes está interrompido e já acontece a redução de serviços na saúde.
Em publicação nesta sexta-feira (21), o executivo aponta que o transporte noturno entre Inhaúma e Sete Lagoas está suspenso e que “a equipe está empenhada em solucionar a situação com a máxima brevidade”. Dias antes, a Secretaria Municipal de Saúde já havia informado sobre a redução do serviço da clínica de Fisioterapia e da equipe multidisciplinar do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), além da suspensão de atendimento com especialistas. O município afirma que o restante dos serviços médicos continua a funcionar normalmente.
A situação se deve por conta da rejeição pela Câmara Municipal, por cinco votos a três, do projeto de lei que solicitava alteração no orçamento municipal. No pedido, o executivo pediu acréscimo de mais 10% no limite total – a Prefeitura garante que há dinheiro em caixa, mas que para acontecer o remanejamento das verbas, era necessária a aprovação. Com a recusa, o município decretou emergência onde somente os serviços que possuem dotação orçamentária devem funcionar.
Na reunião especial realizada na Câmara Municipal na última quarta-feira (19), o executivo apresentou os pontos do projeto de lei que fora enviado à casa. A maioria dos vereadores que votou contra o projeto não quiseram se manifestar sobre as explicações feitas, dizendo estar “apenas como ouvintes”. As assessorias técnicas do município apresentaram a legalidade do pedido e o estranhamento do porquê que o documento enviado pela Prefeitura foi aprovado sem discussão nas comissões da Câmara mas foi rejeitado em plenário.
Em sua fala, o prefeito Zula (Republicanos) explicou que o município não tem mais dotação orçamentária para pagar os salários e o 13º salário do funcionalismo já no mês de dezembro e os serviços como ambulância e transporte escolar intermunicipal funcionarão enquanto tiver dinheiro. “A única solução para isso são os vereadores. Os vereadores fazem a lei e eu cumpro”, afirmou.
Na próxima semana, a Prefeitura enviará para a Câmara o projeto de orçamento para 2026, segundo o assessor técnico contábil da gestão, Saulo Calazans.
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