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Novo salário-mínimo em 2026 reajusta valor do DAS-MEI e exige atenção dos empreendedores

Atualização do piso nacional para R$ 1.621 altera a contribuição mensal do microempreendedor individual a partir de fevereiro

08/01/2026 às 13h17 Atualizada em 08/01/2026 às 13h31
Por: Redação
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Imagem: Google
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O reajuste do salário-mínimo para 2026, fixado em R$ 1.621,00, traz impacto direto para os microempreendedores individuais (MEIs), já que o valor do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) é calculado com base no piso salarial e passa por atualização anual.

A partir de fevereiro de 2026, quando vence o DAS referente ao mês de janeiro, os novos valores serão de R$ 82,05 para MEIs do Comércio e da Indústria; R$ 86,05 para o setor de Serviços; e R$ 87,05 para quem atua simultaneamente em Comércio e Serviços. No caso do MEI Caminhoneiro, a contribuição mensal ficará entre R$ 195,52 e R$ 200,52, conforme o tipo de carga transportada e o destino.

Diante do aumento, a organização financeira torna-se essencial para evitar imprevistos no orçamento. Embora o reajuste mensal seja relativamente pequeno, ele pode ter impacto significativo em atividades com margens de lucro reduzidas. Para auxiliar nesse processo, o Sebrae Minas orienta os microempreendedores a adotarem algumas medidas importantes.

Entre as recomendações estão o planejamento financeiro, com ajuste de custos operacionais; a revisão da precificação de produtos e serviços para preservar a rentabilidade; a formação de uma reserva financeira para lidar com reajustes, sazonalidades e despesas inesperadas; e a atenção aos prazos de pagamento do DAS-MEI, já que atrasos geram multas, juros e podem resultar na perda de benefícios previdenciários. Também é indicado buscar orientação especializada para identificar alternativas e organizar melhor as finanças do negócio.

O DAS-MEI é composto por valores fixos que incluem a contribuição previdenciária ao INSS, correspondente a 5% do salário-mínimo vigente, além de R$ 5 de ISS para prestadores de serviços e R$ 1 de ICMS para quem atua no comércio, na indústria ou no transporte intermunicipal e interestadual. Para o MEI Caminhoneiro, o percentual de contribuição ao INSS é diferenciado e corresponde a 12% do salário-mínimo.

A maior parte do valor pago mensalmente refere-se ao INSS, que garante ao microempreendedor acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade. Em 2025, o MEI Geral contribuía com R$ 75,90 para a Previdência Social. Com o novo piso salarial em 2026, esse valor passa a variar entre R$ 82,05 e R$ 87,05, enquanto para os caminhoneiros o recolhimento ficará entre R$ 195,52 e R$ 200,52.

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