
A CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística) recuou e decidiu aguardar o resultado de uma reunião com caminhoneiros autônomos, marcada para esta quarta-feira (18), em Santos (SP), antes de definir apoio a uma possível greve motivada pela alta no preço do diesel.
O que aconteceu
A entidade cobra medidas do governo federal diante da escalada do combustível. Com o aumento considerado abusivo, a CNTTL pede ações para conter a variação nos preços. Na terça-feira (17), representantes se reuniram com lideranças da categoria e chegaram a defender uma paralisação já nesta semana.
O diesel acumula alta de 18,86% desde o fim de fevereiro. O reajuste é reflexo do cenário internacional, impulsionado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que impacta o mercado global de petróleo. No período, o barril do Brent subiu 42,7%, passando de US$ 72,48 para US$ 103,42.
A CNTTL afirmou que o apoio à greve dependerá da decisão dos próprios caminhoneiros. Em nota, a confederação pediu que seja desconsiderado o posicionamento anterior favorável à paralisação e convocou uma nova reunião com lideranças. “A entidade estará ao lado dos trabalhadores, respeitando a decisão da maioria”, informou.
Entidades defendem paralisação
Apesar do recuo da CNTTL, outras organizações seguem pressionando por greve. A Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), liderada por Wallace Landim, o Chorão, e o Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros de Santos) estão entre os principais apoiadores. Segundo Landim, uma assembleia em Santos aprovou a paralisação, mas ainda sem data definida - com possibilidade de ocorrer ainda nesta semana.
A orientação da categoria é que os motoristas permaneçam parados ou em casa, evitando bloqueios em rodovias para não sofrer penalizações. “Com o custo do combustível, a conta não fecha”, afirmou Landim.
Governo acompanha cenário
O governo federal monitora a situação e reconhece o risco de paralisação. Na semana passada, foram anunciadas medidas como isenção de impostos e subsídios. Ainda assim, a Petrobras elevou o preço do diesel nas refinarias em 11,6% logo após o anúncio.
A mobilização atual remete à greve histórica de 2018, mas, segundo representantes da categoria, desta vez o foco é exclusivamente o alto custo do diesel, sem motivação política.
Reivindicações
A CNTTL pede urgência na adoção de medidas. Entre as demandas estão o fim de fretes abaixo do piso mínimo e punições para empresas que descumprem a legislação. O diretor Carlos Alberto Litti Dahmer afirma que a categoria está no limite e que as mudanças são essenciais para garantir a sobrevivência dos caminhoneiros.
Outra reivindicação é o retorno da Petrobras à distribuição de combustíveis, como forma de regular preços no mercado interno.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) iniciou fiscalizações em postos de combustíveis em nove estados e no Distrito Federal, com o objetivo de coibir práticas abusivas nos preços.
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