
Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19), com o Brent - referência global - atingindo o maior patamar em mais de uma semana e ultrapassando os US$ 115 por barril.
A valorização ocorreu após o Irã realizar ataques contra instalações energéticas em diferentes regiões do Oriente Médio, em retaliação à ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars, um dos maiores do mundo, o que também impulsionou os preços do insumo.
Por volta das 8h20, o gás natural na Europa operava em alta de cerca de 16%, após ter chegado a subir até 35% mais cedo no dia.
Como resposta à ação israelense, o Irã atingiu estruturas de energia no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. No Kuwait, duas refinarias da estatal petrolífera foram alvo de drones e registraram incêndios.
Na noite de quarta-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país e o Catar não participaram nem tinham conhecimento prévio dos ataques. Ele também declarou que Israel não deve voltar a atacar o campo de South Pars.
Mercado de petróleo
Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent avançavam 6,58%, sendo negociados a US$ 114,45 por barril. Durante a sessão, chegaram a subir quase US$ 8, atingindo o maior nível desde 9 de março, com pico de US$ 115,10.
Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, registrava alta de 1,05%, cotado a US$ 96,46 por barril, após ter alcançado US$ 100,02 mais cedo, com avanço de quase US$ 4.
O WTI segue sendo negociado com o maior desconto em relação ao Brent em 11 anos, refletindo fatores como a liberação de reservas estratégicas pelos EUA e os custos mais elevados de transporte. Ao mesmo tempo, os recentes ataques no Oriente Médio ampliaram a pressão de alta sobre o Brent.
Reação internacional
Ministros e representantes de 12 países árabes e islâmicos condenaram os ataques do Irã durante reunião em Riad e pediram o fim imediato das ofensivas.
Em nota conjunta, os governos criticaram o uso de mísseis e drones contra áreas civis e infraestrutura estratégica, defenderam o direito à legítima defesa e cobraram que Teerã respeite o direito internacional para conter a escalada do conflito.
Participaram do encontro autoridades de Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos.
Impactos nas instalações
A QatarEnergy informou que a cidade industrial de Ras Laffan sofreu “danos extensos” após ser atingida por mísseis iranianos. A região é responsável por processar cerca de um quinto de todo o gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.
Na Arábia Saudita, um porto petrolífero localizado no Mar Vermelho também foi atingido.
Os ataques indicam que o Irã ainda mantém capacidade de afetar operações militares de Estados Unidos e Israel, além de evidenciar falhas nos sistemas de defesa aérea em uma das regiões mais estratégicas para o fornecimento global de energia.
Além disso, os episódios sugerem divergências entre Estados Unidos e Israel quanto à condução do conflito e seus objetivos, mesmo após quase três semanas de confrontos.
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