
Um caso de suspeita de abuso envolvendo uma jovem de 26 anos mobilizou a Polícia Militar após atendimento em uma unidade de saúde em Jequitibá. A ocorrência foi registrada na segunda (6), após profissionais identificarem sinais de possível violência e acionarem a polícia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a situação chegou ao conhecimento da equipe médica por meio de uma psicóloga da Unidade Básica de Saúde (UBS), que relatou que a paciente havia contado episódios envolvendo o padrasto.
Segundo o relato, o homem teria tentado entrar no banheiro enquanto a jovem estava no local. Em outro momento, ela afirmou que ele teria passado a mão em suas partes íntimas, mas não soube detalhar se houve contato direto ou por cima da roupa.
Ainda conforme o registro, durante novo atendimento na unidade, a jovem relatou uma situação mais grave: ela disse que estava sentada no sofá assistindo televisão quando o padrasto teria se aproximado, dado um soco em sua região abdominal e, em seguida, tocado novamente suas partes íntimas.
Toda a conversa foi acompanhada por profissionais da saúde, incluindo médica da unidade, que informou não ter identificado lesões aparentes no corpo da paciente naquele momento.
O boletim também destaca que a jovem apresenta sinais de limitações cognitivas, com dificuldades de compreensão e comunicação, além de histórico de epilepsia. Segundo os profissionais, essas condições podem interferir na forma como ela organiza e relata os fatos.
Mesmo assim, durante o contato direto com a Polícia Militar, a vítima manteve a versão e afirmou que fez as denúncias de forma espontânea, sem influência de terceiros e ciente da gravidade das acusações.
O caso também passou a ser acompanhado por profissionais da assistência social. Uma psicóloga do CRAS informou que acompanha a jovem há cerca de dois meses e que, até então, não havia registros de denúncias semelhantes nesse período.
Por outro lado, a coordenação do serviço social relatou que já houve episódios anteriores de acusações parecidas, que teriam sido posteriormente negadas pela própria paciente, o que levanta a necessidade de uma apuração mais cuidadosa.
O Conselho Tutelar também foi acionado e informou que a jovem já foi vítima de abuso na infância, aos 11 anos, em um caso anterior registrado pelas autoridades.
O homem citado nas denúncias compareceu à polícia e negou qualquer irregularidade. Ele afirmou que criou a jovem desde pequena, após a mãe não assumir os cuidados, e que sempre zelou pelo bem-estar dela.
Segundo ele, não há histórico de conflitos graves, apenas correções verbais quando necessário. O homem também relatou que a jovem faz uso de medicação e já apresentou comportamentos inadequados no passado, o que, segundo sua versão, pode ter contribuído para a situação.
Diante da complexidade do caso, os policiais orientaram os envolvidos a buscarem acompanhamento junto à assistência social do município, para garantir suporte adequado à vítima e à família.
A ocorrência foi registrada como infração contra a dignidade sexual e violência doméstica. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar os fatos e esclarecer as circunstâncias das denúncias.
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