
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Panaceia e fechou uma drogaria no Centro de Sete Lagoas, investigada por comercializar medicamentos controlados sem receita médica.
A ação ocorreu na Rua Professor Fernandino Júnior e contou com a participação de cerca de 50 policiais civis, que cumpriram 12 mandados de busca e apreensão também nas cidades de Matozinhos, Pedro Leopoldo e Belo Horizonte. O objetivo foi localizar medicamentos de origem ilícita e aprofundar as investigações sobre o esquema.
Segundo a Polícia Civil, os produtos vendidos pela drogaria teriam origem em cargas roubadas em diferentes municípios do país. Os medicamentos eram armazenados inicialmente em um imóvel próximo à Praça Tiradentes, na região central da cidade, e depois transferidos conforme a demanda para um galpão localizado nos fundos de um estacionamento na mesma rua do estabelecimento.
Durante a operação, além da drogaria — que foi lacrada por determinação judicial —, também foram alvo das buscas o estacionamento utilizado como depósito, um consultório médico e uma clínica de emagrecimento ligados a um profissional da área da saúde. As residências de proprietários e funcionários das empresas envolvidas também foram incluídas nas diligências.
De acordo com a PCMG, os investigados poderão responder por crimes como venda de medicamentos de procedência ignorada e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
O nome da operação faz referência à mitologia grega: Panaceia, filha de Asclépio, era considerada a deusa da cura e simboliza a ideia de um “remédio para todos os males”, em alusão à forma irregular como os produtos eram comercializados.
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