
O calendário marcou nesta quarta-feira (8/7) uma das datas mais dolorosas da história do futebol brasileiro. Há exatos 12 anos, a seleção brasileira sofria a histórica goleada por 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo de 2014. O aniversário da derrota acontece em um momento particularmente delicado para o futebol nacional: poucos dias após a eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Embora os contextos sejam diferentes, a coincidência reacendeu discussões sobre a capacidade do Brasil de voltar ao topo do futebol mundial. Se em 2014 a derrota diante dos alemães representou um choque sem precedentes, em 2026 a queda precoce diante dos noruegueses ampliou a sensação de que o país segue distante dos tempos de hegemonia que marcaram sua trajetória.
O 7 a 1 permanece como a maior derrota da história do Brasil no Mundial. Naquele 8 de julho de 2014, diante de mais de 58 mil torcedores em Belo Horizonte, a equipe canarinho viu os alemães construírem uma vantagem de cinco gols ainda no 1º tempo. Thomas Müller, Miroslav Klose, Toni Kroos (duas vezes), Sami Khedira e André Schürrle, autor de dois gols na etapa final, comandaram a goleada que entrou para a história do esporte mundial. Oscar marcou o único gol brasileiro.
Mais do que o placar, o episódio ficou marcado pelo impacto emocional causado em milhões de torcedores. O sonho do hexacampeonato em casa transformou-se em um dos maiores traumas esportivos da história do país.
Doze anos depois, o futebol brasileiro volta a conviver com questionamentos. Na Copa do Mundo de 2026, disputada na América do Norte, a seleção chegou ao mata-mata cercada de expectativas, mas acabou derrotada por 2 a 1 pela Noruega no último domingo (5/7). O resultado interrompeu mais uma tentativa de encerrar o jejum iniciado após o pentacampeonato conquistado em 2002.
A eliminação para os noruegueses obviamente não possui a mesma dimensão do desastre ocorrido diante da Alemanha. No entanto, o fato de o Brasil ter deixado a competição antes das quartas de final reacendeu críticas sobre planejamento, renovação de elenco, formação de atletas e competitividade internacional.
Desde o 7 a 1, a seleção acumulou campanhas frustradas em Mundiais. Em 2018, caiu para a Bélgica nas quartas de final. Em 2022, foi eliminada pela Croácia, também nas quartas. Agora, em 2026, a despedida aconteceu ainda mais cedo, diante de uma seleção que jamais havia alcançado tamanho projeção em uma Copa do Mundo.
O Tempo
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