
Minas Gerais registra, em 2025, 9.139 casos de pessoas desaparecidas, o maior número contabilizado no Estado em uma década. Os dados fazem parte do levantamento nacional baseado nas informações encaminhadas pelos estados e pelo Distrito Federal ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
Em números absolutos, Minas Gerais fica atrás somente de São Paulo, que registra mais de 20 mil desaparecimentos no mesmo período. O levantamento considera os registros formalizados pelas autoridades de segurança pública.
A taxa mineira chega a 42,72 desaparecimentos para cada 100 mil habitantes. Embora o Estado esteja entre os líderes em números absolutos, a taxa proporcional é inferior à registrada em unidades como Roraima, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Brasil supera 84 mil desaparecimentos
No país, mais de 84 mil pessoas são registradas como desaparecidas em 2025, o maior número desde o início da série histórica, em 2015. O crescimento também é associado ao aumento da conscientização sobre a necessidade de registrar imediatamente os casos.
Especialistas destacam que os números precisam ser analisados com cautela. Um registro de desaparecimento não significa, necessariamente, que tenha ocorrido um crime. As circunstâncias são variadas e podem envolver diferentes situações.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a consolidação das estatísticas ainda representa um desafio, principalmente pela necessidade de padronização das informações produzidas pelos diferentes estados.
Crianças e adolescentes
O levantamento também chama atenção para os desaparecimentos envolvendo menores de 18 anos. Em 2025, o Brasil registra 23.919 casos de crianças e adolescentes desaparecidos, uma média de aproximadamente 66 ocorrências por dia.
O número representa crescimento em relação ao ano anterior, quando foram registrados cerca de 60 desaparecimentos por dia nessa faixa etária.
Registro deve ser imediato
As autoridades reforçam que familiares não precisam esperar 24 horas para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. O registro da ocorrência pode ser feito imediatamente em uma delegacia.
A orientação integra a política nacional de busca de pessoas desaparecidas, que determina prioridade e urgência na apuração desses casos e prevê a utilização de bases de dados para auxiliar na localização.
A integração das informações entre órgãos de segurança, saúde, assistência social, sistema prisional e institutos de identificação é considerada fundamental para ampliar a capacidade de localização das pessoas desaparecidas e oferecer respostas às famílias.
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